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União e operadoras reduzem investimentos em ferrovia

25/07/2018 - Revista Ferroviária

Desde 2014, os investimentos federais em ferrovias vêm caindo gradativamente. O número do ano passado (R$ 644 milhões) foi o mais baixo desde 2014, quando foram desembolsados pela União R$ 3,4 bilhões. De acordo com o estudo “Conjuntura do Transporte – investimentos transporte terrestre”, divulgado ontem (dia 24) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o valor de 2017 representa uma queda de 46,7% no investimento feito pelo governo em relação a 2016. Os principais aportes em 2017 foram destinados à construção de trechos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste – Fiol (50,8% dos recursos) e da Ferrovia Norte-Sul – FNS (35,2%). Os investimentos realizados pelas operadoras de carga tiveram queda também pelo segundo ano consecutivo. O estudo também revelou que em 2017 foram aplicados pelas concessionárias R$ 5,25 bilhões, valor que, descontada a inflação, foi 11,9% menor que o realizado em 2016.

O levantamento apontou ainda que entre 2001 e 2017 foram aplicados pelo governo federal R$ 23,34 bilhões em novas linhas férreas, sendo 70,3% desses recursos na expansão da FNS e 21,8% na implementação da Fiol. O número de 2017 é o menor desde 2010, segundo a série histórica elaborada pela CNT. O volume de investimentos corresponde aos gastos com manutenção da via, compra e reforma de material rodante, entre outros.

Uma das explicações para a queda, aponta o levantamento, está na execução de um cronograma de investimentos pelas operadoras, que, em geral, envolve ciclos de desembolsos pré-estabelecidos. A CNT apresentou um gráfico que mostra a série histórica dos investimentos das concessionárias desde 1997, um ano depois das primeiras privatizações no setor. Desde o início das concessões, as ferrovias já investiram R$ 91,96 bilhões. O pico de investimentos deu-se em 2015, quando foram aplicados R$ 7,4 bilhões.

Com menos investimentos das operadoras, a indústria ferroviária reduz as suas expectativas de produção. O número de pedidos por vagões e locomotivas vem caindo desde 2016, quando foram produzidos 3.903 vagões e 109 locomotivas, segundo levantamento da Abifer. Em 2017, foram fabricados 2.878 vagões e 81 locomotivas. Em 2018, a previsão era de 2.900 vagões, mas pode não passar de 2.200, de acordo com a associação.

A coordenadora de economia da CNT, Priscila Santiago, no entanto, acredita que deve haver aumento dos investimentos na comparação 2018/2017. Ela toma como base o fluxo histórico de recursos aplicados pelas concessionárias. “Os investimentos previstos pelas operadoras vêm como ondas. De dois em dois anos, podemos observar picos de recursos direcionados para a melhoria da operação, como manutenção de via, compra de material rodante, sistemas e gerenciamento”, informa Santiago, ressaltando que são recursos investidos independentemente das questões que envolvem a renovação dos contratos de concessão.

A prorrogação antecipada das concessões foi citada no documento divulgado pela CNT: “sobre as concessões ferroviárias, é fundamental uma definição clara e rápida por parte do governo federal sobre a prorrogação antecipada dos contratos. É de conhecimento comum que as empresas possuem planos de investimentos da ordem de dezenas de bilhões de reais que não se concretizam, pois há uma indefinição sobre a prorrogação antecipada dos contratos de concessão do final da década de 1990”.



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