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Mercado de dormentes segue com demanda

31/07/2018 - Revista Ferroviária

Investir em manutenção e qualificação das vias é algo inerente ao negócio das operadoras. Independentemente da renovação dos contratos de concessão, as ferrovias precisam colocar em prática planos anuais de investimentos, para que a operação ferroviária consiga se manter adequada e segura. Enquanto os processos de prorrogação dos contratos não são concluídos, as empresas fabricantes de dormentes equilibram suas contas por meio dessa demanda constante, mantendo suas carteiras de encomendas.

Nos últimos 12 meses, a Hidremec produziu 276 mil dormentes metálicos, que foram entregues para EFVM, MRS, VLI e Rumo, aumentando a produção em 15% em relação ao ano anterior.  Otimista, o presidente da empresa, Carlos Alberto Andrade Pinto, diz que há bons projetos das operadoras em andamento. "As ferrovias seguem o seu programa próprio de revitalização dos trechos. Participamos da duplicação da Estrada Férrea de Carajás (EFC) e da revitalização da EFVM. A Rumo também sempre aplica esforços para a instalação de dormentes em ritmos normais de investimento. MRS e VLI também continuam recuperando trechos deficitários”.

Carlos Alberto também opinou sobre as renovações antecipadas das concessões que envolvem as ferrovias brasileiras. "Qual é a empresa que vai entrar para competir com as concessionárias? Você pode discutir a mudança para um sistema mais ramificado. Mas abrir novas licitações é contra qualquer propósito prático, financeiro e econômico. Acredito que o trabalho feito pelo governo é de grande criatividade. E os estudos de engenharia financeira estão sendo bem aprofundados".

A Empac, que fabrica dormente de concreto e tem como principais clientes a VLI, a SuperVia e a CPTM, fala em um crescimento de 30% na produção entre 2016 e 2018. Giuseppe Gori Júnior, representante da empresa, conta que a companhia abriu, em novembro de 2017, uma unidade em Vespasiano (MG), para atender a demanda. A empresa conta com outras duas fábricas em Tocantins (MG) e Belo Jardim (PE). "O cenário ideal no segmento de ferrovia de carga é a manutenção constante". Ele reforça que há uma grande expectativa da indústria na renovação antecipada das concessões, o que, na sua opinião, garantiria a retomada de investimentos pesados na vias.

O diretor da Conprem (fabricante de dormentes de concreto), Wilson Rodrigues, também aguarda ansioso a renovação antecipada das concessões das ferrovias de carga. Até 2017, a empresa esteve engajada em importantes projetos no segmento de passageiros, como a construção da Linha 4 do MetrôRio e a expansão do Metrô de Salvador; e no segmento de carga, o projeto S11D, da Vale. Concluídas essas obras, a Conprem segue atendendo a demandas específicas das ferrovias de carga. Rodrigues prefere não abrir números recentes de produção. “Posso dizer que em 30 anos de atuação já fornecemos cinco milhões de dormentes. Existe um bom movimento de projetos de manutenção executados pelas operadoras de carga, mas o grosso dos investimentos virá com a renovação das concessões”.



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