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Aposta no mercado brasileiro

07/08/2018 - Revista Ferroviária

Sediada na Suíça, a Speno Internacional tem representação no Brasil há dois anos e está em busca de parceria com as ferrovias de carga e de passageiros, de olho na renovação das concessões e nos investimentos em manutenção de via. Em seminário realizado ontem, dia 6, no Hotel Pestana, em São Paulo, a empresa fez uma apresentação da linha de maquinário e serviços em esmerilhamento de trilhos e aparelhos de mudança de vias (AMV’s) para representantes de operadoras como CPTM, SuperVia e Rumo. 

O gerente de área da Speno, Julio Centurion, disse apostar no mercado brasileiro, embora a empresa não tenha nenhum contrato novo firmado com operadoras. Atualmente, doze máquinas antigas da Speno estão distribuídas em CPTM, Metrô SP, Metrô Rio, Metrô de Recife e Brick Engenharia. A EFVM e a EFC têm três unidades cada uma. Todas foram adquiridas entre 1987 e 2001, de acordo com os dados apresentados pela CM Equipamentos.

Um dos objetivos do evento foi debater a importância do esmerilhamento de trilhos, principalmente no que diz respeito à prevenção. “Na Espanha, as empresas passaram três anos fazendo esmerilhamento corretivo e foram para o preventivo. Na França iniciou-se um trabalho há cinco anos, com procedimentos preventivos e, hoje, a malha está muito melhor. Tudo depende de um planejamento da empresa e do objetivo traçado para as linhas”.

Processos de esmerilhamento na malha ferroviária estão geralmente ligados ao aumento da vida útil do material rodante, redução dos ciclos de socaria, redução da necessidade de limpeza dos lastros e da reposição de dormentes e fixação, diminuição do ruído no tráfego, limitação os danos nas rodas, remoção de defeitos residuais das soldas e diminuição do consumo de energia. Mário Fontes, da CM Equipamentos, empresa que representa a Speno no Brasil, destacou que cuidar bem dos trilhos é premissa para a boa operação de uma ferrovia. “Significa gerar economia. O ativo mais caro do setor é o trilho. A Speno é uma empresa especializada, que só faz máquinas para este fim”, destaca.

Todas as linhas férreas possuem uma medida de tolerância, ou seja, o desvio máximo que um trilho pode ter para que o trem possa circular sem acarretar problemas. O processo de esmerilhamento é importante para retomar a posição ideal dos trilhos. O representante da CM Equipamentos Mário Fontes informou as medidas de tolerância para as ferrovias. Desvio máximo permitido em linhas de alta velocidade é, geralmente, de 0,6 mm, segundo os padrões adotados nas linhas férreas europeias e que também já estão adequados ao Brasil. As linhas urbanas podem obter, no máximo, 1,0 mm de desvios. As linhas convencionais de carga possuem um limite maior, de 1,7 mm.



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