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Confira o que o Plano CNT de Transporte e Logística diz sobre o setor ferroviário brasileiro

29/08/2018 - Revista Ferroviária

O Plano CNT de Transporte e Logística, desenvolvido pela Confederação Nacional do Transporte, listou mais de 2.600 projetos que abrangem infraestruturas aeroportuárias, aquaviárias, ferroviárias, rodoviárias e de terminais. Esse conjunto representa um investimento mínimo de R$ 1,66 trilhão. Deste total, R$ 744,3 bilhões são necessários somente para adequar a infraestrutura ferroviária (carga e passageiros) do país. O estudo dividiu os projetos em duas áreas: aqueles que estão no grupo de integração nacional (eixos estruturantes) e aqueles destinados ao espaço urbano.  “[Estes investimentos] encontram barreiras no planejamento deficiente, na escassez de recursos disponíveis e na falta de priorização de ações e de definição de objetivos e metas por parte do poder público”, diz o documento.

O estudo traz ainda uma análise do setor ferroviário de carga. O total de carga transportada em 2017 por todas as concessionárias correspondeu a 538.780.350 toneladas úteis (TU) – o que representa um crescimento de 29,9% em relação a 2007. A produção de transporte em milhões de toneladas-quilômetro útil (TKU), por sua vez, foi de 375.239 – um crescimento de 45,9% em relação a 2007. No mesmo período, a quantidade de locomotivas em circulação teve um aumento de 58,1%, enquanto a de vagões aumentou 21,3%. No período de 2010 a 2017, o número de acidentes por milhão de trem quilômetro teve uma redução de 28,7%.

No período de 2006 a 2016, os investimentos acumulados realizados pelas concessionárias corresponderam ao montante de R$ 43,64 bilhões. Tais recursos foram destinados principalmente à via permanente – 44,9% do investimento total – e ao material rodante – 26,2%. Quanto ao tipo de mercadoria transportada, o minério de ferro destacou-se, em 2017, com a maior participação, em toneladas úteis – 77,3% –, seguido da soja – 4,5% – e do milho – 3,3%.

Abaixo a lista das principais intervenções necessárias na área ferroviária dentro do grupo de Projetos de Integração Nacional (eixos estruturantes):

Eixo Nordeste-Sul

Perpassa as regiões Nordeste, Sudeste e Sul, com extremidades em Fortaleza/CE e Rio Grande/RS. O eixo se desenvolve ao longo da BR-116 de Fortaleza/CE até Feira de Santana/BA, seguindo por ferrovia até Belo Horizonte/MG – via ramal proposto entre Feira de Santana/BA e Conceição da Feira/BA e malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) – de onde continua, pela BR-381, com destino à cidade de São Paulo/SP. Da cidade de São Paulo/SP, o eixo utiliza-se de trecho da BR-374 até Boituva/SP e, a partir daí, segue por ferrovia – Rumo Malha Sul (RMO) – até Irati/PR, por rodovia de Irati/PR a Porto União/PR (pela BR-153 e pela BR-476) e, novamente, pela malha da RMO até Rio Grande/RS. Com relação às ligações complementares – infraestruturas que ligam eixo a outros pontos no território –, destacam-se a construção da Ferrovia Nova Transnordestina na Região Nordeste, do Trem de Alta Velocidade (TAV) de Belo Horizonte/MG a Curitiba/PR e do Corredor Ferroviário de Santa Catarina.

Eixo Litorâneo

Construções do Trem de Alta Velocidade (TAV) Rio – São Paulo, da Ferrovia Rio de Janeiro – Vitória, da Ferrovia Litorânea Sul, além de eliminações de gargalos ao longo dos trechos ferroviários que possuem conexão com o eixo.

Eixo Norte-Sul

Os principais projetos complementares ao eixo são os relacionados à Ferrovia Norte-Sul, em sua extensão norte – até Barcarena/PA e via ramal de Curuçá/PA – e no trecho centro-sul – desde Goiás até o Rio Grande do Sul. O traçado dessa ferrovia interliga todas as regiões do país, sendo uma alternativa importante para o escoamento da safra agrícola para exportação. Também se destacam a Ferrovia Paraense, a ligação ferroviária de Palmeirante/TO a Ribeirão Cascalheira/MT e a Ferrovia do Pantanal (no Mato Grosso do Sul), entre outras intervenções ferroviárias.

Eixo Centro-Norte

Construção de uma ligação ferroviária entre Cuiabá (MT) e Santarém (PA).

Eixo Norte-Sudeste

Intervenções de recuperação do trecho Santos - Cuiabá (em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso), para escoamento das commodities agrícolas da Região Centro-Oeste em direção ao porto de Santos/SP. Preveem-se ainda, ao longo do Eixo Estruturante, no estado de São Paulo, diversas intervenções para remoção de invasões da faixa de domínio e em passagens em nível.

Projetos complementares: construção da ferrovia Uberlândia - Alto Araguaia, do Ferroanel Norte (SP) e do Trem Intercidades de Sorocaba a Pindamonhangaba e de recuperação da ferrovia Corumbá - Santos.

Eixo Leste-Oeste

No contexto ferroviário, contemplam-se a construção de três ferrovias: Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e Ferrovia Transcontinental.

Eixo Nordeste-Sudeste

Projetos de eliminação de gargalos (tais como remoção de invasões de faixa de domínio e eliminação de passagens em nível), construção de contornos e variantes ferroviárias no estado de Minas Gerais e remodelagem da ferrovia de Pirapora/MG ao Rio de Janeiro/RJ para construção da ferrovia Goiânia - Rio de Janeiro.

Projetos complementares: adequação de ferrovias a partir da eliminação de gargalos, a construção de mais contornos ferroviários em Minas Gerais (além daqueles associados ao Eixo Estruturante) e a construção das ligações ferroviárias de Goiânia/GO ao Rio de Janeiro/RJ e de Uruaçu/GO a São João da Barra/RJ.

Para acessar o link do estudo, clique aqui.

Leia mais: Brasil precisa investir R$ 1,7 trilhão para ter sistema de transporte moderno



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