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Smart mobility e o futuro da mobilidade urbana

24/09/2018 - Revista Ferroviária

O futuro da mobilidade tem nome e sobrenome: smart mobility. Na tradução literal, mobilidade inteligente nada mais é do que a aplicação de soluções tecnológicas capazes de transformar a experiência de transporte dos passageiros. A ideia é tornar o transporte público mais inteligente, por meio de soluções integradas, que unam informações sobre rotas, veículos e usuários. É o que explica o arquiteto e urbanista Guto Índio da Costa, que foi responsável pelo design do projeto do VLT do Rio de Janeiro, e vem estudando a aplicação dessas tecnologias no mercado brasileiro.

“Estamos trabalhando em projetos para conhecer os diversos tipos de passageiros, integrá-lo a um aplicativo ou plataforma, fazer a gestão do histórico de viagens via aplicativo, fazer com que o cidadão seja diretamente cobrado pelas viagens que realiza de forma virtual e também possa validar um bilhete com o próprio celular, por exemplo. Tudo isso traz uma vantagem fantástica em matéria de gestão e fluxo de pessoas”, afirma Guto.

Smart mobility é um conceito interligado à ideia de smart city. O objetivo principal da smart city é permitir a evolução do uso dos recursos tecnológicos disponíveis, interpretando dados e fazendo com que eles se transformem em informações úteis para quem está na cidade. Isto envolve melhorias na oferta e atendimento de todos os serviços cruciais ao cidadão, como hospitais, escolas e transporte público, onde aparece a smart mobility. Estas melhorias são notadas com a introdução de tecnologias em processos, como a aquisição de informações e passagens via internet/aplicativo e obtenção de mais detalhes sobre o fluxo do transporte.

“Precisamos ser capazes de conhecer as necessidades de cada passageiro. Dessa forma, os trens poderão ter um controle de fluxo muito maior e uma presença mais eficaz", explica Guto.

O arquiteto afirma que as operadoras de passageiros sobre trilhos têm interesse em modernizar a estrutura, mas ainda não há nenhum sistema pronto para uso ligado ao conceito da smart mobility no Brasil. A Índio da Costa Arquitetura, Urbanismo, Design e Transporte está desenvolvendo tecnologias baseadas neste conceito, mas ainda não há previsão de aplicação no país. “O que vejo acontecendo no Brasil é a preocupação com a tecnologia, conectividade e transmissão de dados em larga escala. Tudo vai transformar muito a gestão de passageiros nos centros urbanos. A presença da tecnologia em diversas operações, como compras, débitos e informações logísticas já está disponível no exterior e estamos trabalhando na possibilidade de aplicar isso em modais e linhas de transporte urbano”.

Sucesso do VLT

Ainda na fase de PMI, Guto foi o responsável pelo book, documento que compôs a licitação do VLT no Rio de Janeiro. Na fase de construção, o arquiteto foi chamado para desenvolver todo o design interior e exterior dos veículos, além de desenvolver as paradas, o terminal da Praça XV e toda a inserção urbanística ao longo dos trechos percorridos. A aceitação do modal, que já transportou mais de 23 milhões de passageiros nos últimos dois anos, faz com que Guto acredite que os brasileiros estão mais preparados para um transporte moderno.

"O projeto do VLT demonstrou para outras cidades como o design faz a diferença e como é importante dentro de um processo de consolidação de um novo meio de transporte. Somos consultados por outras cidades por conta do sucesso do Rio de Janeiro. Este tipo de transporte sobre trilhos vai estar cada vez mais presente, como na Europa e nos EUA. As equipes de design precisam estar envolvidas desde o início dos projetos para um resultado qualificado", diz o representante da Índio da Costa Arquitetura, Urbanismo, Design e Transporte.

Entre os principais desafios, a inovação tecnológica foi um dos pontos apontados por Guto. "Foi o primeiro sistema brasileiro com alimentação de energia pelo solo. Também havia a preocupação paisagística, com o excesso de fiação que um VLT poderia apresentar. A ideia era a fazer a composição atravessar o Centro do Rio de forma adequada, destacando a questão urbanística. O sistema de bilhetagem, a validação voluntária e principalmente o curto prazo para implementação do VLT foram os desafios”.



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