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Prumo Logística investe em estudos sobre a EF-118

26/09/2018 - Revista Ferroviária

A Prumo Logística vem realizando desde 2015, junto com parceiros, estudos sobre demanda, viabilidade econômica e engenharia da EF-118, projeto que liga Vitória, no Espírito Santo, ao Rio de Janeiro (capital), e que recentemente entrou na lista de prioridades do Conselho do Programa de Parceria de Investimentos - PPI. Em janeiro próximo, a empresa deve enviar o material já produzido para a ANTT e EPL (Empresa de Planejamento e Logística). Segundo o gerente geral de Relações Institucionais da empresa, Luiz Felipe Jansen de Mello, a Prumo acompanha a discussão do projeto junto à secretaria do PPI. “A EF-118 já foi objeto de vários estudos por parte de diferentes programas de governo”, contou o gerente.

Operadora do Porto do Açu, no Rio, a Prumo Logística é uma das mais interessadas na EF-118. Hoje, os terminais do porto não recebem cargas vindas por ferrovia, apenas por via rodoviária.

De acordo com Mello, os estudos realizados pela Prumo apontaram que a ferrovia poderia transportar cerca de 5 milhões de toneladas de cargas/ano em 2025, caso a ferrovia estivesse pronta nesse ano. Em 2060, a malha chegaria a transportar entre 55 e 70 milhões de toneladas por ano. Cerca de 60% desse volume poderia ser movimentado pelo Porto do Açu, ou seja, o porto receberia 3 milhões de toneladas/ano em 2025 e 37,5 milhões de toneladas/ano em 2060.

“A grande vantagem da ferrovia é que, uma vez instalada, vai criar um ambiente de competição, menor custo e eficiência para os clientes, especialmente os de carga geral e de granéis agrícolas”, declarou Mello. Um dos principais beneficiários da ferrovia Rio-Vitória é o Terminal Multicargas (T-MULT), que movimenta coque, carvão, bauxita e gipsita, além de carga geral e de projetos.

Questionado sobre a declaração do ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, que disse em julho que a ferrovia não tem viabilidade econômica sem a conclusão do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), ele afirmou que o complexo é responsável por uma parcela muito pequena do total de cargas que seria transportado pela Rio-Vitória. “Não é o suficiente para tornar a ferrovia viável ou inviável”, declarou.

No início de julho, o governo federal anunciou que incluiria a EF-118 na carteira de projetos do PPI. Na opinião de Mello, algumas alternativas podem ser levadas em conta para a construção da ferrovia: uma seria fazer um investimento cruzado, ou seja, a Vale aplicaria recursos como uma das contrapartidas para renovar seu contrato de concessão na Vitória-Minas; outra opção seria o governo federal fazer uma licitação com recursos advindos das outorgas; por fim, uma opção presente nos estudos de engenharia (e que, por enquanto, não está sendo discutida nas audiências públicas) é incluir a EF-118 na concessão da FCA, uma vez que o projeto prevê aproveitar cerca de 150 km do trajeto da malha da VLI.



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