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Estações da Linha 15-Prata devem entrar em operação comercial até o fim do ano

29/10/2018 - Revista ferroviária


O secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, declarou que a previsão é que as estações São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União da Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo (que utiliza monotrilho) devem estar em operação comercial até o final do ano. As estações estão em operação assistida (sem cobrança de tarifa e em horário reduzido) desde abril.

 

De acordo com o secretário, a fabricante Bombardier indicou uma “questão técnica” envolvendo as portas de plataforma da linha, o que atrasou a ampliação do horário das estações. A declaração foi feita no sábado, 27, durante a inauguração da estação São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela do Metrô. Estiveram também presentes à cerimônia o prefeito da cidade, Bruno Covas, o presidente do Metrô SP, Paulo Menezes Figueiredo, entre outras autoridades.

 

Ainda sobre a Linha 15-Prata, ele declarou que deu até o final desse mês para a empresa Azevedo & Travassos retomar a obra das estações Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus. A empresa possui dois contratos para concluir obras de acabamento, ciclovia e paisagismo.

 

“Demos até o final do mês para eles [Azevedo & Travassos] retomarem a obra. Se eles não retomarem teremos provavelmente a rescisão do contrato e aí se as segundas colocadas [no processo licitatório] toparem retomar a obra nós vamos contratá-las, senão teremos que fazer uma nova licitação”.

 

Em outubro, reportagens divulgadas na imprensa mostraram que a empresa abandonou o canteiro de obras das quatro estações. O governo do Estado, por causa do ocorrido, já multou a Azevedo & Travassos em aproximadamente R$ 1,6 milhão.

 

 

Confira outros pontos da entrevista coletiva concedida pelo secretário:

 

Linha 6 – Laranja

 

O secretário disse que haverá uma reunião, “provavelmente no final da próxima semana”, do conselho gestor de Parcerias Público-Privadas para aprovar a caducidade com o consórcio Move São Paulo, que seria responsável pela construção da linha. “Nós não temos nenhum problema legal em frente, então com certeza nós poderemos fazer a rescisão [contratual] e retomar a nova licitação, nós temos que fazer uma nova licitação”, declarou.

 

Em 2015, o Move São Paulo (formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia) ficou com a missão de construir e operar a Linha 6-Laranja ao custo de R$ 8 bilhões, mas em três anos entregou apenas 15% da obra. As empresas que formam a concessionária não conseguiram mais empréstimos para o financiamento de obras após ser investigadas pela Operação Lava Jato. Em setembro de 2016, a construção foi suspensa.

 

O consórcio chegou a apresentar uma proposta de repasse do controle da concessão da linha para um grupo formado pela Mitsui, já sócia do negócio, um grupo de investidores japoneses e duas empresas chinesas do setor ferroviário, a China Railway Capital Co. Ltd. e China Railway First Group Ltd. Mas as negociações fracassaram.

 

Linha 18 – Bronze (prevê ligar São Bernardo à capital paulista)

 

Segundo Pelissioni, não há novidades no processo. “Acredito que o governo de São Paulo vai ter que que ir atrás de novos financiamentos para poder iniciar as obras”, declarou.

 

A linha estava prevista para ser inaugurada este ano, mas nem entrou em obras. Em 2014, foi assinada a PPP (Parceria Público-Privada) entre o Estado e o Consórcio Vem ABC (formado pelas empresas Primav, Cowan, Encalso e Benito Roggio), vencedor da licitação. No entanto, o entrave para o início das obras está na obtenção de recursos para as desapropriações para abrir espaço ao trajeto.  

 

Linha 5 – Lilás (estação Campo Belo e portas de plataforma)

 

Prometeu instalar até 2020 todas as portas de plataforma da linha. Questionado se a entrega da estação Campo Belo ocorreria no primeiro trimestre de 2019, Pelissioni disse que está “trabalhando com o metrô” para cumprir os prazos e que é necessário entregar o viaduto da Avenida Santo Amaro sobre a Avenida Roberto Marinho.

 

Vale lembrar que foi assinado, em setembro, um aditivo de contrato alterando o prazo de vigência contratual da obra. Com isso, a inauguração, que estava inicialmente prevista para dezembro, pode ocorrer até o primeiro trimestre do próximo ano.

 

Extensão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra

 

O secretário declarou que o que há para a região é a conclusão, em 45 dias, do terminal de ônibus e a transferência de linhas da estação Butantã para a estação nova. Além disso, ele disse que está sendo feito “todo o esforço” para a conclusão da estação Vila Sônia, onde haverá um terminal de ônibus para atender os municípios do entorno.

 



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