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Metrô de SP e CPTM destravam obras de extensão

01/11/2018 - Revista Ferroviária

Obras de conclusão da Linha 15-Prata serão relicitadas, anuncia Metrô de SP. Já a CPTM homologou licitação para extensão da Linha 9-Esmeralda

Em meio a imbróglios, as obras das linhas 15-Prata, do Metrô de São Paulo, e 9-Esmeralda, da CPTM, ganharam novo capítulo. O Metrô de SP anunciou hoje que fará nova licitação para finalizar as obras das estações Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus. A publicação do edital está prevista para dezembro. A meta para a assinatura do contrato é março com início das obras em abril. O prazo de conclusão estimado é outubro de 2019. Vale lembrar que o governo do estado pretende conceder a operação e manutenção da linha para a iniciativa privada, num leilão que, até então, está previsto para acontecer em março de 2019. Já a CPTM homologou a licitação das obras de extensão da Linha 9-Esmeralda no trecho entre as estações Grajaú e Varginha, conforme publicado no Diário Oficial do Estado ontem (quarta, 31).

O Metrô de São Paulo notificou a Azevedo & Travassos da rescisão de dois contratos que mantinha com a empresa para construção da Linha 15-Prata. Um deles referia-se à conclusão do paisagismo e da ciclovia ao longo da via elevada do monotrilho e, o outro, à finalização das estações Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus – todas com mais de 90% dos serviços executados. O Metrô de SP afirmou, em nota, que nos últimos meses, a Azevedo & Travassos reduziu drasticamente o efetivo nas obras – embora os pagamentos estivessem em dia com a empresa – dando causa a notificações e aplicação de multas que somadas ultrapassam R$ 7,7 milhões.

Para o contrato referente às obras de paisagismo e ciclovia, o Metrô já contatou o segundo colocado da licitação realizada em 2016 e, caso a empresa aceite dar continuidade ao projeto pelos valores licitados, os serviços deverão ser retomados em 30 dias, podendo ser concluídos no início de abril de 2019.

Já para a conclusão e finalização das estações Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus, o Metrô também contatou a segunda colocada da licitação realizada em 2016, mas a empresa não demonstrou interesse em ingressar no projeto. Desse modo, nova licitação será realizada.

 

Linha 9-Esmeralda

 

A companhia negou, nesse mês, recurso administrativo apresentado pela empresa Consbem, segunda colocada na concorrência para a obras de extensão entre Grajaéu e Varginha. Em primeiro lugar na disputa ficou o Consórcio Concrejato-Alberoni e Arruda, composto pelas empresas Concrejato Serviços Técnicos de Engenharia S/A e Alberoni e Arruda Serviços de Engenharia Ltda.

A obra em questão é a execução de serviços de engenharia, com fornecimento de materiais e equipamentos, para a extensão ferroviária no lote 1, que vai do Pátio Grajaú até a Estrada dos Mendes (o lote seguinte vai deste ponto até Varginha). O prazo de vigência da obra é de 18 meses, acrescido de 12 meses para a operação assistida (totalizando 30 meses).

Ao todo, o projeto possui dez contratos: o contrato mencionado acima, o contrato de obras civis do lote 2 (que está para ter o seu edital publicado) e outros oito projetos em execução, englobando mais de R$ 186 milhões. O Ministério das Cidades liberou R$ 170 milhões, desde o segundo semestre do ano passado, e o restante (R$ 16 milhões) foi repassado pelo governo do Estado.

Os contratos em execução englobam sistema de sinalização, reforço de rede área, adequação do Centro de Controle Operacional, suprimento de energia, além de supervisão de energia, sinalização e telecomunicações, além da construção de quatro viadutos ferroviários.

A Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) transporta atualmente cerca de 620 mil usuários por dia útil. Com a ampliação entre Grajaú e Varginha, a projeção é que sejam acrescentados à linha 110 mil usuários atendidos pelo futuro trecho onde serão construídas duas novas estações (Mendes-Vila Natal e Varginha).

As obras de extensão começaram em 2013 com previsão de entrega em 2015, porém ela foi paralisada por falta de recursos e os canteiros de obras estavam abandonados desde então.

 



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