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Evento inicia com boas perspectivas para setor

27/08/2009

A 15ª Semana de Tecnologia Metroviária teve início anteontem (25/08) e termina no dia 28/08, no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca, em São Paulo. A abertura do evento foi feita por José Geraldo Baião, presidente da AEAMESP (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô), que falou um pouco sobre a história do transporte metroferroviário em São Paulo. “Em 1968, era fundada a Companhia do Metrô, pertencente à prefeitura de São Paulo, que substituiu a linha de bondes da cidade.” Ele contou que, no último dia 17 de agosto, iniciaram as obras de expansão da linha lilás do metrô. “Com a Copa do Mundo de 2014, os investimentos e a demanda para o setor são crescentes e há déficit de profissionais qualificados”, declarou.

Ricardo Caiado de Alvarenga, analista de infraestrutura da área metroferroviária, representou o secretário nacional de transporte e da mobilidade urbana, Luiz Carlos Bueno de Lima, afirmando que o transporte sobre trilhos reduz o gasto de energia em aproximadamente um terço por passageiro.  

José Tadeu da Silva, presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, disse que o evento se tornou tradição pela importância para a sociedade e que um dos maiores problemas em uma metrópole como São Paulo é o transporte coletivo. “Não dá para realizar a Copa do Mundo de 2014 sem infraestutura. É preciso mostrar para o mundo a capacidade do país de elaborar obras de engenharia”, afirmou.

José Antonio Fernandes Martins, presidente do SIMEFRE (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários), abordou a dificuldade de as empresas brasileiras vencerem licitações de trens. “É preciso proteger a indústria nacional. A carga tributária brasileira é muito pesada. Na Índia, o custo do ônibus feito com qualidade semelhante ao feito no Brasil é 17% mais barato. Por isso, fica difícil vencer as licitações baseadas no preço”, afirmou.

Sérgio Henrique Passos Avalleda, diretor presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, parabenizou a AEAMESP por debater questões técnicas sobre o futuro do transporte sobre trilhos. “Estão sendo investidos 21 bilhões de reais na expansão da linha metroferroviária na região metropolitana de São Paulo. O governo do Estado pretende aumentar a malha de 63 km para 240 km. Importante que existam parcerias entre a Prefeitura e Estado porque desta forma toda a comunidade sai vencedora”, falou. 

José Jorge Fagali, presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo, disse que os investimentos no setor incluem a melhora de linhas de metrô já existentes, além da construção de novas, como a que vai ligar o terminal São Judas ao aeroporto de Guarulhos.

Jeffrey Kenworthy, especialista em planejamento urbano e transporte, foi o responsável pela conferencia internacional “Transporte Metroferroviário e Revitalização do Meio Urbano: casos de sucesso”. Segundo ele, a construção de vias rodoviárias de alta velocidade é muito cara e não resolve o trânsito nas grandes cidades mas, pelo contrario, aumenta, porque cresce o número de veículos que circulam por essas vias. “É um círculo vicioso, porque sobe a demanda por mais vias de alta velocidade. Los Angeles é um exemplo de cidade que, durante muito tempo, investiu nessa via de transporte, que transformou o trânsito em caos”, disse.

Segundo Kenworthy, a construção de linhas metroferroviárias impulsiona o desenvolvimento das regiões próximas às estações, que ganham em beleza e espaços dedicados às pessoas, como parques e ciclovias, em vês de grandes avenidas e estacionamentos.

A seguir programação dos dias 27 e 28 de agosto de 2009:

27 DE AGOSTO, QUINTA-FEIRA

Sessão vai discutir a concessão da arrecadação centralizada do Bilhete Integrado Metropolitano

A exemplo do dia anterior, na quinta-feira das 11h00 às 12h30 acontecerão duas sessões: a AT3 – Sistema de Arrecadação Centralizado BI (Bilhete Integrado) e a AT4 – As Novas Tecnologias em Implantação no Setor Metroferroviário de São Paulo. O foco da discussão do primeiro painel será a concessão desse sistema, com a incorporação de novas tecnologias para pagamento de tarifas e perspectivas de redução dos custos de arrecadação para os operadores. Estima-se que a universalização dos meios de pagamento no Estado de São Paulo permitirá novos benefícios aos usuários de diferentes sistemas de transportes coletivos de passageiros, por meio de utilização de um só meio de pagamento.

Quanto que a AT4 abordará as novas tecnologias que começam a ser implantadas nos sistemas sobre trilhos que atendem à Região Metropolitana de São Paulo. O Driverless (condução do trem sem operador embarcado), portas automáticas, novos sistemas de sinalização. Estes são alguns exemplos de novas tecnologias. O objetivo deste painel é expor as novas tecnologias que estão em implantação nas linhas em construção e nas linhas em operação do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em São Paulo.

Painel 3 – Sistemas Alternativos de Média Capacidade, será às 14h00 - Resolver o problema dos deslocamentos em regiões metropolitanas requer a implantação de uma rede integrada de modais, que possa atender, de maneira harmoniosa e complementar, aos diferentes níveis de demanda. A inserção de um determinado modal no tecido urbano de uma cidade só será possível e se mostrará adequada se as características do modal escolhido – como tecnologia, capacidade de transporte, acessibilidade, velocidade, frequência e custo – atenderem às necessidades e às especificidades do corredor e da região. Para os corredores estruturais de maior capacidade existentes em São Paulo, as linhas do Metrô-SP e da CPTM são, certamente, a única solução possível e adequada. Já para corredores de média capacidade, com demanda crescente, para os quais, o Metrô não se justifica e os ônibus constituem uma opção que leva à saturação e à ineficiência (por exigirem muito mais espaço viário do que o disponível), um novo tipo de modal se mostra como uma necessidade.

Brasília já escolheu seu sistema de média capacidade: o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de superfície, semelhante ao chamado “tramway”(ou “bonde moderno”), utilizado em muitas cidades francesas e em outros países da Europa e até nos Estados Unidos.

Outras cidades brasileiras caminham para tomar decisões nesse campo. Desta forma, o objetivo deste painel é discutir como encaminhar adequadamente a escolha do sistema de média capacidade, examinando as vantagens e desvantagens de cada sistema com base em informações sobre suas características, incluindo as especificações básicas nas fases de implantação da construção civil, dos sistemas e do material rodante; os índices de desempenho e de demanda suportada; o custo médio e outros aspectos inerentes aos processos de implantação, de operação e de manutenção, a questão da viabilidade técnico-econômica, os impactos ambientais, e, ainda, as interferências que cada sistema poderá apresentar e aspectos relacionados com a sua integração com outros modais. Outra questão a ser abordada é quanto à forma de aquisição da nova tecnologia de sistema de média capacidade; neste campo, um dilema se coloca: comprar tecnologia proprietária – as famosas ‘caixas pretas’, sinônimo de alto nível de dependência no futuro, ou optar por um caminho de êxito, como o testado pelo Metrô-SP, há 40 anos, quando decidiu comprar mas também desenvolver uma nova tecnologia junto com as indústrias, empreiteiras, universidades e associações, a ponto de, como avaliam muitos, estabelecer “um divisor de águas” na engenharia brasileira. Neste particular o que se buscará neste painel é uma resposta à pergunta: Como estamos tratando este assunto hoje?

Planejamento e Desenvolvimento Tecnológico e Econômico do Setor Metroferroviário é o tema do painel 4, que acontecerá às 16h00. Na ocasião, os palestrantes mostrarão que pa

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