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O sonho de cruzar a Amazônia sobre trilhos hoje enferruja na mata

06/04/2012 - Globo Repórter

Clique aqui para assistir o vídeo da matéria no site da globo.com.

Como o tempo, o trem não pode parar, mas para evoluir é preciso vencer desafios. No norte do país, a força das locomotivas impulsionou um sonho: desbravar a maior floresta tropical do mundo. Mas as feridas abertas na mata fizeram o homem conhecer o inferno.

Seis mil mortos. A ambição do homem na Amazônia custou vidas e uma fortuna em dinheiro. Pelos valores atualizados, o equivalente a R$ 2,5 bilhões. Investimento que hoje é corroído pela ferrugem. No cemitério das máquinas estão as poderosas locomotivas tragadas pela mata. Aprisionadas para sempre na floresta que um dia ousaram atravessar.

Os espíritos da selva transformaram trens em sucata e sepultaram sonhos. “Uma estrada de ferro que custou mais caro para o Brasil foi essa, né? Em dinheiro e em vidas”.

A ferrovia nasceu em Rondônia. Em um período marcado por guerras e a necessidade de novos caminhos para escoar a borracha que vinha da vizinha Bolívia. A ligação com o Brasil pelos rios Madeira e Mamoré era uma travessia perigosa.

Vencer os obstáculos naturais para atravessar a Floresta Amazônica com 360 quilômetros de trilhos foi um desafio maior do que as empreiteiras inglesas e americanas imaginavam.

Durante 40 anos, foram três tentativas. Embarcações inteiras com material de trabalho foram tragadas pela fúria das correntezas, o terreno hostil empurrou locomotivas para o abismo e milhares de imigrantes europeus acabaram derrubados por um mosquito: o da malária. Era triste mesmo. Por isso se chama Ferrovia do Diabo.

Em troca do território onde hoje fica o estado do acre, o Brasil se empenhou em ajudar a Bolívia na construção da Madeira-Mamoré. E enfim a Ferrovia do Diabo nasceu... Já condenada por uma maldição. “Então ela acabou sendo construída em 1912. E a borracha já estava em decadência. Então ela já nasceu deficitária em termos comerciais”, relata a historiadora Yeda Marinho.
A ferrovia que encurtou vidas também teve história breve: apenas 60 anos. Foi desativada sobre a dor da despedida. Quatro décadas depois da desativação oficial da estrada de ferro Madeira-Mamoré, o apito da Maria Fumaça ainda ecoa pela mata. Só não se sabe o destino nem a direção do trem. Ele percorre a floresta transportando lendas, crenças, imaginação. São muitos os relatos sobre um veículo que parte da estação do além: o trem fantasma.

“Eu vi o trem fantasma! Eu vi. No quilômetro cinco e meio da estrada de ferro. Uma noite, tipo assim sete horas da noite”, garante Jesuá Johnson. “A imagem nítida do trem... não dava pra ver porque era uma escuridão total... mas o farol bem próximo ao ponto da gente temer assim pela segurança”, lembra o músico.

Com a passagem comprada com a própria vida, trabalhadores do outro mundo também são vistos à espera do trem. “Existe a lenda de que os espíritos a noite. De que os enterrados no cemitério da Candelária saem e vão para a beira da linha onde passa o trem na época, pra que eles possam voltar para o local de origem”, conta a curadora Nildete Arruda.

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