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Fiesp diz que BNDES não deve antecipar R$ 100 bi ao Tesouro

19/10/2016 - Valor Econômico

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) entregou ontem à presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos, uma lista de reivindicações que inclui a não devolução antecipada de cerca de R$ 100 bilhões transferidos à instituição pelo Tesouro Nacional nos governos petistas a titulo de capitalização.

De acordo com a Fiesp, "o BNDES deve ser desobrigado de realizar devoluções antecipadas ao Tesouro para aplicar num plano de recuperação econômico-financeiro de empresas, refinanciamento de dívidas vencidas com o BNDES e aumento do financiamento do banco às micro e pequenas empresas", diz o item "propostas urgentes" do documento produzido pela Fiesp.

A resposta da presidente do banco estatal foi rápida. No mesmo evento em que dividiu a mesa com diretores da Fiesp em São Paulo, ela disse que a programação da devolução dos recursos ao Tesouro será mantida. "Essa conta [da devolução dos recursos ao Tesouro] foi feita para não causar nenhum problema ao banco. A devolução desses recursos é essencial para manter a confiança no governo e a busca da retomada econômica. Fizemos as contas para preservar a capacidade de emprestar do BNDES e ainda assim contribuir para redução da dívida bruta e para uma melhoria fiscal", afirmou Maria Silvia.

A lista de reivindicações da Fiesp inclui ainda adequação do funding do BNDES para ampliação do montante de recursos do BNDES para capital de giro das indústrias; aumento da quantidade de empresas contempladas pela BNDESPar no mercado de debêntures, incluindo companhias com alavancagem excessiva; ampliação do programa de financiamento do banco para fusões e aquisições de empresas afetadas pela crise.

Também ontem, a Fiesp informou que a indústria paulista demitiu 11,5 mil trabalhadores em setembro. No terceiro trimestre, a perda acumulada é de 29 mil postos, e no ano, de 86 mil. A expectativa para o fechamento de 2016 é de um saldo negativo de 165 mil vagas - em 2015 foram perdidos 235 mil postos de trabalho.

Dos 22 segmentos pesquisados, houve queda de emprego em 13, estabilidade em 4 e aumento de vagas em 5. No mesmo período de 2015, segmentos com números negativos foram 19. Apenas dois registraram resultado positivo e um apresentou estabilidade.



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