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Setor extrativo puxa alta da indústria no Pará e Espírito Santo

15/03/2017 - Valor Econômico

O bom momento da indústria extrativa levou a produção do Pará ao seu melhor momento desde 2002, início da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE. Em janeiro, a indústria paraense cresceu 2,4% impulsionada pela dinâmica crescente da extração do minério de ferro, que representa cerca de 80% de toda a indústria paraense.

Na média brasileira, em janeiro, na comparação com dezembro de 2016, a indústria extrativa cresceu 1,1%. São três meses seguidos de crescimento: dezembro a alta foi de 1,7% e em novembro do ano passado, 1,5%.

O preço no mercado internacional, afirma o IBGE, é a principal causa para esse aumento da produção. De acordo com dados do Valor Data, em janeiro o preço do minério de ferro estava 98,55% maior que em igual mês de 2016. O saiu de US$ 41,5 por tonelada para US$ 82,4 por tonelada.

A indústria extrativa no Sudeste também começa a se recuperar após o acidente em Mariana (MG), em novembro de 2015, mas ainda está "aquém do nível que tinha", ponderou Leopoldo Gutierre, sócio da consultoria 4E. O Espírito Santo cresceu 4,1% em janeiro e Minas, 0,7% - ambos avançaram pelo terceiro mês seguido.

Embora o acidente ainda provoque reflexos na produção mineral capixaba, o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Marcos Guerra, vê avanços no parque industrial da região, que ficou mais diversificado e desconcentrado, se espalhando por cidades do interior. A cadeia de óleo e gás deve ser o foco dos investimentos nos próximos meses, avalia Guerra.

Os dados do IBGE mostram ainda que a produção industrial da Bahia teve o pior resultado em janeiro entre todos os Estados. Ante igual mês do ano passado, o tombo foi de 15,5%. Foi a 11º taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto e ainda intensificou o ritmo de queda observado no último trimestre de 2016, quando o local acumulou perda de 7,7%.

O Estado vem sofrendo principalmente por causa da queda da indústria automotiva e a diminuição da produção de derivados do petróleo. Na comparação com janeiro do ano passado, 8 das 12 atividades pesquisadas tiveram queda. Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com tombo de 21,9%, foi a principal influência negativa no período.

A indústria de São Paulo cresceu 1% em janeiro, na comparação com dezembro, e reverteu o resultado negativo de 1,2% registrado em dezembro. Apesar do avanço no mês, a produção industrial paulista ainda está em patamar baixo, opera 24,7% abaixo do pico histórico alcançado em março de 2011. O Estado representa cerca de um terço de todo parque industrial no país.

Embora a indústria paulista ainda acumule perda de 4,2% em 12 meses, "São Paulo vem em uma trajetória de redução de perdas, num sinal de estabilização", disse Rafael, Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

No mês, o crescimento foi puxado atividades de veículos automotores, derivados de petróleo e produtos de metal. Na série com ajuste sazonal o IBGE não calcula os percentuais de produção das atividades. "Alta representa muito pouco do que já perdeu de 2013 para cá", afirmou Rodrigo Lobo, analista da coordenação de indústria do IBGE.

Rafael Cagnin, do Iedi, destacou a ajuda que o mercado externo deu ao setor automobilístico, ainda que tímido. A normalização do mercado cambial da Argentina favoreceu a retomada das relações comerciais, apontou. A principal característica positiva da indústria automotiva é a capacidade de impulsionar outros setores como peças, metalurgia e borracha, entre outros.



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