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Incertezas políticas devem contaminar programa de concessões

18/05/2017 - O Globo

Após a notícia publicada pelo GLOBO de que o presidente Michel Temer deu aval para o dono da JBS comprar o silêncio de Eduardo Cunha, a avaliação de integrantes da equipe ligada ao programa de concessões do governo federal é que a credibilidade e a confiança dos investidores, conquistadas nos últimos meses, ficaram abaladas. Até então, a previsão é que ocorram 15 leilões ainda neste ano, incluindo certames para concessão de hidrelétricas, rodovias e ferrovias.

Desde o início do governo Temer, o programa de concessões e privatizações é visto como um dos principais pilares para a retomada da economia e a criação de empregos, diante da possibilidade de atrair investimentos privados num momento de dificuldade de caixa federal. Ao lançar o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), o governo federal destacava a “segurança” oferecida pelo Executivo.

— Agora, todo o trabalho para mostrar aos mercados que o ambiente no país era seguro para investir fica em suspenso. O temor é de fuga dos investidores, com a possibilidade de mais um período de instabilidade e sem nenhuma previsibilidade — admite um integrante da equipe de concessões do governo federal, sob condição de anonimato.

Os leilões para as concessões dos aeroportos de Porto Alegre, Salvador, Florianópolis Fortaleza e de linhas de transmissão de energia — considerados um sucesso pelo governo — já foram vistos por investidores como sinal de retomada da confiança no Brasil. Após as denúncias, na avaliação de integrantes do governo ouvidos pelo GLOBO, há apenas a “incerteza”.

 

BLINDAGEM NA ECONOMIA

 

O impacto da crise política nos investimentos é imediato no curto prazo e obrigará o governo a rever o cronograma das concessões, segundo analistas do mercado que acompanham o setor de infraestrutura. Eles alegam que o retorno dos investidores de longo prazo vai depender da blindagem da economia, da manutenção da equipe econômica e do compromisso com as reformas.

— No curto prazo, o impacto para os investimentos é muito ruim. Há uma incerteza muito grande. Como o investidor de infraestrutura tem uma visão de longo prazo, tudo vai depender da capacidade do governo em blindar a economia - disse o economista Gesner Oliveira da GO Associados.

Segundo ele, caso haja uma mudança no governo seria importante manter a atual equipe econômica, o modelo atual das concessões, com foco na transparência e regras mais voltadas ao mercado, além do compromisso com o trâmite das reforma da Previdência e trabalhista.

— Caso haja uma mudança no governo, será preciso blindar a economia da crise política - destacou Gesner.

Para o presidente da B F Capital, Renato Sucupira, a turbulência atingirá as concessões porque o investimento de longo prazo está ligado à estabilidade.

Ele lembrou que o sucesso dos últimos leilões, como aeroportos e linhas de transmissão de energia foi resultado da melhora de percepção na condução da economia brasileira.

— Investimento em infraestrutura pressupõe estabilidade. Hoje, você não tem como prever nada. Todo mundo está com medo.

— Isso é muito ruim. É um desastre para o Brasil — disse Sucupira.

Ele destacou que o retorno do investidor dependerá dos desdobramentos da crise, se haverá uma mudança radical ou não da condução da economia e da maturidade dos políticos.



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