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Metrô de Diadema fica apenas nas promessas eleitorais

12/07/2017 - Repórter Diário

Sem nunca ter uma linha de Metrô na sua história, Diadema chegou mais perto desse sonho por meio de cavaletes e outras peças de propaganda eleitoral usadas em 2014. Tratava-se de uma extensão das obras do monotrilho da Linha 17-Ouro (São Paulo Morumbi-Jabaquara), que tem trecho inicial previsto para inauguração apenas em 2019. No entanto, segundo o diretor de Engenharia e Construções do Metrô, Paulo Meca, a ideia está descartada.

Diante de atrasos das obras do monotrilho, Meca avaliou que o foco do Metrô, no momento, é apenas a conclusão do projeto já licitado. “Não tem nenhum estudo nesse momento para sequência da Linha 17 até Diadema. A gente já tem uma boa extensão para cuidar ainda. Se no futuro efetivamente o ramal atingir para onde está programado, quem sabe poderemos discutir essa extensão”, pontuou.

O sonho diademense pelo Metrô nasceu por meio da ex-deputada estadual e atual secretária municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Regina Gonçalves (PV), no fim de 2013, após reunião acompanhada pelo prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), com o então secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. Sem projeto executivo, a proposta era fazer o monotrilho passar pela Rodovia dos Imigrantes e atravessar a Vila Élida até o Terminal Diadema.

A sinalização do Palácio dos Bandeirantes fez com que a hipotética chegada do Metrô de Diadema fosse a principal peça de campanha eleitoral de Regina na tentativa de retornar à Assembleia Legislativa, na eleição de 2014. “É realidade! Diadema terá Metrô!” foi uma das frases usadas em imagens nas redes sociais da verde. A proposta de extensão da Linha 17 também esteve presente em banners e cavaletes na ocasião.

Hoje, Regina atribui em parte ao “esquecimento” do Metrô em Diadema o fato de a cidade não ter um representante no Parlamento paulista. “Fiz o que deveria fazer: brigar por investimentos pela minha cidade. Avançamos muito com o secretário (estadual) da época, tanto que temos dotações orçamentárias da época. Se o governo do Estado não deu sequência, prova que a cidade precisa ter seu representante (no Legislativo)”, disse.

Em 2014, Regina angariou 58.009 votos, dos quais 36.421 vieram do eleitorado diademense. Entretanto, a contagem foi insuficiente para retornar à Assembleia Legislativa e, no fim, a estratégia usada pela verde foi alvo de ironias de adversários políticos, principalmente de opositores ligados ao PT. “Em vez de fazer uma discussão pequena e superficial, a gente deveria brigar para que isso ocorresse”, defende-se a ex-deputada.

 

Histórico

 

Com as obras iniciadas em 2013, Linha 17 enfrenta problemas para sair do papel e teve a paralisação dos trabalhos em 2015. O Metrô rescindiu o contrato com o consórcio responsável pela construção das estações e do ramal, que tinha a Andrade Gutierrez como uma das integrantes. Os trabalhos somente foram retomados em junho do ano passado, após a companhia paulista formalizar convênio com outras empreiteiras.

Dos três trechos previstos, apenas um está em construção e com previsão de inauguração no terceiro trimestre de 2019: da Estação Morumbi, onde haverá conexão com a Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), ao Jardim Aeroporto, próximo ao Aeroporto de Congonhas.

As outras duas etapas do monotrilho da Linha 17, da Estação Morumbi à Estação São Paulo-Morumbi e do Jardim Aeroporto ao Jabaquara, sequer tiveram as obras iniciadas, devido ao atraso nas desapropriações. Portanto, o Metrô não estabelece, por ora, previsão de conclusão e entrega à operação desses trechos. Por essa razão também, uma extensão a Diadema não deve ser cogitada pelos próximos anos.



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