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Vale altera boletim de voto a distância para assembleia de 18 de outubro

27/09/2017 - Isto é

A Vale enviou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) alterações no boletim de voto a distância para a assembleia de acionistas em que serão eleitos dois conselheiros de administração independentes, marcada para 18 de outubro. Como antecipou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o fundo Geração Futuro L. Par recorreu ao órgão regulador do mercado de capitais pedindo a correção do documento.

A Geração Futuro e outros 12 acionistas minoritários indicaram à eleição majoritária – em que só votam detentores de ações ordinárias, inclusive controladores – os nomes de Ricardo Reisen, como titular, e de Marcio Guedes, como suplente. Na eleição em separado – sem participação ou influência do controlador – vão concorrer com seu apoio o advogado Marcelo Gasparino, tendo como suplente Bruno Bastit. Eles disputam com as especialistas em governança corporativa Isabella Saboia e Sandra Guerra, indicadas pela gestora de recursos britânica Aberdeen Asset Management.

O fundo reclamava que, da maneira como havia sido divulgado, o boletim poderia induzir os investidores em erro. Apesar da indicação específica para o processo em separado, o nome de Gasparino acabou entrando no boletim de voto também como candidato à eleição majoritária. Os acionistas que indicaram Reisen e Gasparino também queriam que o modelo de procuração previsto no manual da assembleia e o boletim de voto viessem com o mesmo padrão, com a inclusão da lista de três candidatos à eleição majoritária – Sandra, Isabella e Reisen – em uma mesma cédula, excluindo Gasparino. Eles criticavam o fato de o boletim trazer duas cédulas no sistema de eleição majoritária: uma com Isabella e Reisen; outra com Sandra e Gasparino.

A Vale realizou as alterações, com o nome de Gasparino sendo destacado apenas para a eleição em separado. Os nomes dos candidatos Sandra, Isabella e Ricardo Reisen foram unificados em uma mesma cédula, com a possibilidade de preencherem duas vagas caso não haja eleição em separado. Essa hipótese é contestada pela Geração Futuro e outros minoritários, que entendem que, quando o Estatuto Social prevê a eleição em separado, como é o caso da Vale, este assento é reservado aos preferencialistas e aos minoritários ordinaristas. Ou seja, na falta de quórum para esse modelo de eleição, a cadeira deve ficar vazia.



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