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Ação da Rumo é vendida a R$ 12 na oferta pública subsequente

04/10/2017 - Valor Econômico

A ação da empresa de logística ferroviária Rumo foi vendida a R$ 12 na oferta pública subsequente. A operação foi fechada na noite desta quarta-feira (4), com a demanda pelos papéis alcançando quatro vezes o volume ofertado. A Rumo optou por não vender o lote suplementar de ações. Com isso, a companhia levantou R$ 2,64 bilhões, com a alienação de 220 milhões de papéis a R$ 12. Um pouco mais de 50% da demanda veio de investidores estrangeiros.

Havia a possibilidade de a Rumo ainda vender mais 33 milhões de ações, por meio de um lote suplementar. Isso renderia à empresa mais R$ 396 milhões. A decisão de não colocar esse lote extra, segundo o Valor apurou, se deveu à forte valorização dos papéis nos últimos dias, algo que não estava no radar da companhia. Desde que a Rumo anunciou a realização da oferta, em 21 de setembro, seus papéis tiveram valorização de 21,56%, fechando hoje cotados a R$ 12,63. O resultado disso é que a Rumo conseguiu levantar o montante de recursos previstos sem ter de vender tantas ações.

A venda de mais ações poderia levar à diluição da Cosan Logística, maior acionista individual da companhia, com participação de 28,47%. Desde o início da transação, a Cosan manifestou que pretendia manter sua participação na companhia e participar da oferta. Para que isso acontecesse, a companhia aprovou um aumento de capital de R$ 750 milhões, com o único objetivo de investir na Rumo — exatamente o valor que a Cosan aportou agora. Numa operação bastante complexa, esse aporte foi feito com recursos obtidos pela Cosan Limited com uma venda de bônus externo. Pelos termos da oferta, a Cosan não participou do processo de fixação de preço das ações.

Os recursos serão destinados para reduzir a alavancagem da Rumo — que encerrou o segundo trimestre em 4,3 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda — e o endividamento líquido, que ficou em R$ 9,4 bilhões, e aumentar o caixa. Em abril do ano passado, a Rumo já havia feito uma oferta de ações de R$ 2,6 bilhões em meio a uma reestruturação financeira que contou com a renegociação de dívidas com os principais credores.

Desde a fusão com a ALL, concluída em abril de 2015, a Rumo vem realizando um trabalho de revitalização e expansão logística.

A oferta foi coordenada pelos bancos Bradesco BBI, Morgan Stanley, Santander, BB Investimentos, Itaú BBA, BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch, Credit Suisse e Goldman Sachs.



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