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Seis anos após início, obras de construção da FIOL no oeste da BA não chegam a 30% do previsto

09/10/2017 - G1

As obras de construção da Ferrovia Oeste Leste (FIOL), que começaram em 2011, ainda não chegaram a 30% do previsto para os lotes do oeste da Bahia, seis anos após início das obras. A informação é da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes, responsável pelo empreendimento. Ainda segundo a empresa, a construção não foi concluída por falta de verbas.

A Fiol vai ligar Figueirópolis, no Tocantins, ao porto de Ilhéus, no sul da Bahia. Conforme o projeto, serão 1.526 km de extensão. Na Bahia, as obras da Fiol são divididas em FIOL 1 (Ilhéus/ Caetité) e FIOL 2 (Caetité/ Barreiras).

Dos 12 lotes da obra, oito passam pela Bahia, sendo três deles na região oeste, onde a ferrovia é uma esperança para o escoamento de grãos. Conforme a Valec, aprevisão do custo total da ferrovia na Bahia é de R$ 6,4 bilhões. Os outros cinco lotes se dividem entre as cidades de Caetité, no sudoeste do estado, e Ilhéus. Nesse trecho, a obra já chegou a 71,8% do total.

No canteiro de obras no oeste da Bahia, muitas máquinas e tratores estão parados. O trabalho feito na região tem sido de terraplanagem e compactação do solo. Em 2011, quando a ferrovia começou a ser construída, mais de 500 funcionários trabalhavam no local, enquanto hoje só tem 100.

Em 2013, em um seminário de lançamento da Ferrovia, em Barreiras, a Valec e o governo do estado anunciaram que a obra toda estaria pronta em 2014. Contudo, com a falta de dinheiro, a obra praticamente travou e o ritmo de construção foi diminuindo.

O término da construção do lote sete, que possui 160 Km de extensão e passa por São Desidério, Barreiras e Santa Maria da Vitória, estava previsto para agosto deste ano. Contudo, apenas parte da terraplanagem foi feita e, mesmo assim, segundo a empresa responsável, o serviço não passa de 23% do previsto.

Quando concluída, a FIOL deve reduzir os custos de transporte de grãos, álcool e minérios destinados ao mercado externo. Quanto ao mercado interno, segundo a Valec, a ferrovia deve provocar estímulos, à medida que oferecerá custos menores para as trocas dos produtos regionais.

A Fiol é uma obra do Governo Federal, e o Governo da Bahia é agente fomentador do processo de concessão da ferrovia. Por meio de nota, o governo da Bahia informou que vem trabalhando no sentido de mobilizar e encontrar soluções para continuar as obras na Bahia.

 

Transporte dos grãos

 

Sem a construção da ferrovia, todos os anos um comboio de caminhões passa por Barreiras, em direção ao Porto de Cotegipe, em Aratu. Só na última safra, segundo a Polícia Rodoviária Federal, por dia saíram da cidade do oeste da Bahia dois mil caminhões levando mais de quatro toneladas de soja que foram exportadas para países como China e Estados Unidos.

Pela estrada, além do perigo de tantos caminhões nas rodovias, há perdas significativas de grãos, que vazam das carrocerias dos caminhões. Isso sem falar nos gastos com combustíveis, pneus e manutenção dos caminhões. Um custo com transporte que, segundo os agricultores, está entre os mais caros do mundo.

"Passa de R$ 180 a tonelada hoje transportada para Salvador. A gente teria uma redução com a ferrovia. Além disso tiraríamos muitos caminhões das estradas por ano", explicou o assessor da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Luiz Stalke.

Além disso, uma grande quantidade de caminhões carregados com grãos acaba provocando gargalos e transtornos no trânsito. Para chegar ao porto de Cotegipe, em Aratu, por exemplo, os caminhões têm que esperar a hora de descarregar duas vezes. A primeira em Feira de Santana, onde um enorme pátio abriga dezenas de caminhões por dois ou três dias. Depois, na entrada do porto, onde também há fila de espera. Tempo parado, sem rodar, certamente é prejuízo para as transportadoras e motoristas. Inevitavelmente, também provoca transtornos no tráfego das áreas onde os caminhões circulam.



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