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Nova política da Vale deve atrelar pagamento de dividendo a Ebitda

28/03/2018 - Valor Econômico

O conselho de administração da Vale se reúne amanhã e deve discutir a nova política de distribuição de dividendos da companhia aos acionistas, segundo apurou o Valor. A ideia é atrelar o pagamento do dividendo à geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). A fórmula de cálculo para distribuição dos dividendos deverá excluir o investimento corrente da companhia, segundo fontes próximas das discussões. A nova política de remuneração poderá permitir o pagamento de percentual entre 30% e 50% do lucro a título de dividendos, disseram fontes.

Analista de banco disse que, ao usar o Ebitda como indicador, a Vale demonstra que vai alinhar o pagamento de dividendos ao fluxo de caixa operacional. Afirmou que com a nova política a mineradora deve passar a ter uma "fórmula" que dê mais clareza ao mercado. Hoje, de acordo com a Lei da S.A. e com o estatuto da Vale, a mineradora é obrigada a distribuir anualmente, no mínimo, 25% do lucro. Um advogado societário disse que, respeitado o dividendo mínimo de 25% previsto na lei e no estatuto da Vale, nada impede que a mineradora defina outra regra ou meta para o pagamento de dividendos.

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, já havia sinalizado como deverá funcionar a nova sistemática de pagamento de dividendos na última teleconferência de resultados, relativa ao balanço do quarto trimestre de 2017, em fevereiro. Na ocasião, Schvartsman disse que os dividendos deveriam tornar-se uma proporção da geração de caixa da companhia de maneira a tornar a distribuição desses pagamentos mais "agressiva e sustentável" ao longo do tempo.

Essa será a segunda mudança na política de dividendos da mineradora nos dois últimos anos. Em 2016, a empresa já havia alterado a sua política de pagamento de dividendos para torná-la mais aderente à geração de receita. Até então a empresa anunciava em janeiro de cada ano quanto iria pagar de dividendo mínimo no exercício em curso sem ter certeza sobre o comportamento dos preços das commodities, em especial do minério de ferro, seu principal produto. Essa política se tornou arriscada a partir da forte queda nos preços do minério de ferro, a partir de 2014, em um ambiente marcado também pela volatilidade nas cotações das commodities minerais e metálicas.

Com a mudança de 2016, a Vale passou a avaliar, em outubro de cada ano, de quanto foi a geração efetiva de caixa em nove meses, fazendo uma projeção para os três meses restantes do ano. Com base nesse cálculo, o conselho decide sobre a antecipação de dividendos no ano em curso, deixando para fazer eventual complementação no primeiro trimestre do ano seguinte. "Antes, a Vale antecipava o pagamento de dividendos, hoje remunera o acionista olhando para o passado", disse um analista.

Em relatório recente, a corretora Itaú BBA previu que o pagamento de dividendos sob a nova política pode ocorrer no terceiro trimestre de 2018, tendo como base os resultados do primeiro semestre deste ano. Esse cenário considera ainda que a Vale atinja a redução da dívida líquida para US$ 10 bilhões em junho de 2018. Ainda de acordo com a corretora, a nova política de dividendos da Vale deve ser mais comparável à das concorrentes BHP Billiton e Rio Tinto, que pagam aos acionistas um percentual fixo de dividendos sobre os ganhos. É o chamado "payout", indicador que considera a relação entre dividendo e lucro. No caso das duas mineradoras australianas, o "payout" é de 40% sobre o lucro, informou o Itaú BBA. Na Vale, poderá ficar entre 30% e 50%. Para a corretora, isso poderá ampliar a base de investidores e atrair acionistas focados em dividendos.

 

- Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/5413417/nova-politica-da-vale-deve-atrelar-pagamento-de-dividendo-ebitda


 

Leia Mais: Anglo American: Ibama autoriza retomada das atividades da Minas-Rio



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