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Rumo Malha Paulista é incluída em lista suja do trabalho escravo

11/04/2018 - Valor Econômico

A Rumo Malha Paulista, controlada da Rumo Logística, foi um dos 37 empregadores incluídos na terça-feira na chamada “lista suja do trabalho escravo”, divulgada pelo Ministério do Trabalho. A inclusão da companhia está ligada a um caso de 2010, envolvendo a ALL Malha Paulista, adquirida pela Rumo em 2014.

Na ocasião, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu denúncia anônima que relatava trabalhadores em condições análogas à escravidão em alojamento da companhia em Embu-Guaçú (SP), para a obra da Estação Ferraz. Foram resgatados pelo MPT 51 trabalhadores. Em 2015, a ALL foi condenada ao pagamento de R$ 15 milhões após ação civil pública movida pelo MPT.

A Rumo contesta a inclusão da empresa na lista e afirmou em nota que irá recorrer “por ser totalmente equivocada”. Segundo a empresa, a inclusão é indevida, pois estão pendentes no Ministério do Trabalho os recursos apresentados pela antiga ALL contra os autos de infração “irregularmente lavrados em seu nome”. A companhia diz que os autos lavrados em 2010, cinco anos antes da fusão ainda estão sendo debatidos entre Justiça e ministério.

A Rumo também nega responsabilidade pelo ocorrido, uma vez que aconteceram em obra contratada pela ALL e de responsabilidade da Prumo Engenharia. “Não bastasse, certo é o fato de que a prestadora de serviços – Prumo Engenharia – assumiu integralmente a responsabilidade pela condição dos trabalhadores, tendo inclusive comparecido perante a Superintendência Regional do Trabalho em 2010 e assumido todos os ônus decorrentes da suposta contratação irregular de mão de obra, tendo sido homologadas as rescisões de contratos com a anuência do Ministério do Trabalho, sem qualquer interferência da antiga ALL”, informa a nota da Rumo.

A empresa alega ainda que a justiça penal já considerou inexistentes no caso concreto os requisitos para a configuração do ilícito de trabalho escravo. “A Rumo se valerá de todos os mecanismos processuais e legais existentes para demonstrar que a ação é absolutamente nula, devendo o seu nome ser prontamente excluído da lista, bem como para demonstrar que não houve prática de irregularidade trabalhista que possa lhe ser imputada”, completa o comunicado da Rumo, que afirma repudiar qualquer prática contrária aos direitos trabalhistas.

 

- Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/5444821/rumo-malha-paulista-e-incluida-em-lista-suja-do-trabalho-escravo


 



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