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STM/SP estuda trens regionais

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos em conjunto com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) lançou um estudo preliminar para restabelecimento de ligações ferroviárias regionais.


O estudo avalia as necessidades de cada cidade para receber os trens de passageiros, como: demanda, impacto ambiental, além do tipo de material rodante para condições adversas como curvas e descidas. As cidades avaliadas para receber o serviço são: Santos, Sorocaba, Campinas, Jundiaí e São José dos Campos.
A idéia é utilizar trens com velocidades médias entre 120 e 150 km/h, que façam viagens entre 45 e 55 minutos. Os estudos preliminares são o “ponta pé inicial” para a elaboração de editais para projetos e futuras obras de implantação dos trens regionais.


O edital para os estudos do eixo São Paulo-Sorocaba foi publicado em 29/10 e aguarda propostas das empresas. A licitação para estudo do traçado São Paulo-Santos foi aberta em 31/12, mas no dia 5 de janeiro foi publicado seu adiamento por tempo indeterminado devido à necessidade de adequação ao decreto estadual 56.565, que alterou as regras para a aprovação e contratação de projetos básicos de obras e serviços de engenharia e arquitetura. Os demais editais estão sendo elaborados.


Eixo São Paulo-Santos


Dois projetos estão sendo avaliados para melhor atender a demanda estimada de 10 a 15 milhões de passageiros/ano entre a capital paulista e as cidades da Baixada Santista. Estuda-se um projeto para a construção de um novo traçado, que implicaria na perfuração de túneis. Outro projeto prevê a utilização do antigo funicular da Serra do Mar com um novo sistema de cremalheira.  O modelo do trem para o percurso não está definido, mas estão sendo avaliadas tecnologias que permitam subir rampas de 7 e 8%  e circular no trecho de planalto e no litoral. A ideia é aproveitar ao máximo o que restou da antiga linha (sem utilização há mais de 50 anos), melhorando e reconstruindo trechos deteriorados.


Eixo São Paulo-Sorocaba


A linha avaliada para realizar o serviço entre São Paulo e Sorocaba, construída da década de 1940, atravessa um trecho de serra, com muitas curvas, descidas e subidas. O estudo avalia estas condições da via para definir o melhor tipo de material rodante. Um hipótese seria um tipo de Pendolino, trem usado na Itália e que faz curvas acentuadas sem precisar reduzir a velocidade e sem causar desconforto aos passageiros. A ideia é realizar viagens de até 50 minutos, com velocidade máxima de 105 km/h.


Eixo São Paulo-Jundiaí-Campinas


Para este eixo, o traçado estudado desde 2005, parte da estação Barra-Funda percorrendo parte da margem da atual Linha 7-Rubi da CPTM, com algumas variantes para correção de curvas, horizontais e verticais, inclusive com variantes em túneis e elevados em Vila Clarice e no trecho entre Perus e Várzea Paulista, chegando a estação Jundiaí, onde o percurso retomaria a faixa existente até a estação central em Campinas.


O estudo prevê traçado em via dupla e exclusiva com 92 km de extensão e 3 estações: Barra Funda, Jundiaí e Campinas. Estima-se que trajeto seja feito em 50 minutos, usando trems de média velocidade. A demanda diária seria de 55,2 mil passageiros, com uma média anual de 15,5 milhões de passageiros, segundo levantamento realizado em 2010. O estudo prevê ainda tarifa de R$ 14,60, abaixo da praticada pelas empresas de ônibus.


Veja o estudo na íntegra no site da CPTM: http://www.cptm.sp.gov.br/E_PROJETOS/Livro_TrensRegionais_dez2010.pdf

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