O Comitê de Estudos de Locomotivas do CB-6 reuniu-se esta semana, no Simefre, para estudar a criação de normas técnicas para a fabricação e uso no Brasil de controle remoto de locomotivas por meio de rádio. Esses equipamentos são utilizados com cada vez mais freqüência em pátios de ferrovias e de clientes, principalmente usinas siderúrgicas. Muitas vezes consistem em adaptações de controles de pontes rolantes, o que não oferece a segurança necessária para a operação de equipamentos automotores como locomotivas. O Comitê de Locomotivas avançou também no estudo de lubrificantes, baterias ferroviárias, filtros de combustível e aditivos para resfriamento dos motores.
Segundo o coordenador do CB-6 – Comitê Brasileiro Metroferroviário – Paschoal de Mario, o trabalho deste e de outros comitês da ABNT é fundamental para melhorar a qualidade e a segurança dos produtos utilizados pelas ferrovias brasileiras. “Da mesma maneira que a Comissão Especial de Estudo de Brinquedos impede o uso de tinta tóxica, por exemplo, o CB-6 determina a espessura do friso das rodas dos vagões, ou as características dos dormentes de plástico, ou as especificações dos eixos ferroviários”. Este é o trabalho dos comitês da Associação Brasileira de Normas Técnicas, que deve ser prestigiado pelas operadoras e pelos fabricantes, diz Paschoal.
Também durante esta semana reuniram-se no Simefre as comissões de Traçado e Infra-Estrutura; de Sinalização; de Trilhos e Fixações; de Dormentes e Lastros; de Rodas, Eixos, Rolamentos e Rodeiros; de AMVs e Cruzamentos e de Vagões, Truques, Engates e Acessórios. Em maio deste ano, o Simefre e a ABNT deverão realizar, na USP, o II Encontro de Tecnologia Metroferroviária, para apresentar os principais resultados dos trabalhos das comissões. O conteúdo técnico será de responsabilidade do CB-6 e a organização da Revista Ferroviária.
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