Olhar Direto (MT) – Logo após deixar a sala de reuniões do governador Mauro Mendes (DEM), no Palácio Paiaguás, o presidente da Câmara de Cuiabá, Juca do Guaraná (MDB), afirma que ainda não foi convencido de que a troca do VLT para o BRT é a melhor decisão para a população. Na manhã desta quinta-feira (22), o democrata se reuniu com vereadores da Capital, para apresentar argumentos sobre a decisão anunciada em dezembro do ano passado.
“Foi audiência que pedi dia 5 de janeiro. A Câmara precisa ser ouvida e ele nos ouviu hoje. Estamos questionando qual é o melhor. Queremos informações para ter convencimento sobre qual o modal é melhor para a população cuiabana. Não saio convencido que o BRT é melhor. Hoje foi a primeira vez que tivemos oportunidade de sermos ouvidos. Antes fomos na Assembleia, durante audiência pública”, disse, em conversa com a imprensa.
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Juca lamenta que a decisão pelo BRT já está tomada pelo governo estadual, mas pondera que ainda vale defender a conclusão do VLT. Diz ser necessário mais debate e que pretende se reunir com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Cita também a possibilidade da realização de audiências públicas, para ouvir a sociedade organizada do município.
“Infelizmente (o martelo já está batido). Gostaríamos de ter sido ouvidos antes. A esperança é última que morre. Ainda tem muito o q ser feito. Tema a Caixa Econômica que precisa autorizar. Tem o MP. Vamos lutar, pontuou.
Além de Juca, outros vereadores acompanharam a reunião, como o líder do prefeito, vereador Mário Nadaf (PV), e a oposicionista Edna Sampaio (PT).
Consulta
Enquanto isso, a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística realiza consulta pública para apresentação de estudos e modelagens técnica e econômico-financeira que subsidiaram a escolha pela implantação do BRT. O prazo termina no dia 28 de abril.
De acordo com os estudos apresentados, a solução por BRT apresenta o menor custo e menor tempo de implantação quando comparado a outros modais. Os investimentos estimados são da ordem de R$ 460 milhões, com a aquisição da frota de ônibus elétrico. As obras devem durar até 24 meses.
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