Valor Econômico – Mesmo contra sua vontade, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, deve aceitar ser candidato ao governo de São Paulo para ajudar a viabilizar um palanque para o presidente Jair Bolsonaro no maior colégio eleitoral do país. A amigos e interlocutores, Freitas manifestou a preferência pela disputa ao Senado pelo Distrito Federal ou por Goiás, mas as opções não atendem às necessidades eleitorais de Bolsonaro.
No caso da capital federal, o ministro disputaria espaço com a colega Flávia Arruda (PL-DF), deputada licenciada que hoje está à frente da Secretaria de Governo. Além disso, a avaliação é de que Bolsonaro já tem um palanque competitivo em Brasília.
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Segundo o Valor apurou, Tarcísio teve acesso a pesquisas que o colocam com folga na liderança para uma eventual disputa ao Senado por Goiás, mas ele esbarra no mesmo problema: a necessidade de um palanque forte em São Paulo para o presidente.
O ministro não tem demonstrado interesse, ao menos por enquanto, por disputar uma cadeira de governador. Soma-se a isso o fato de ele não ter qualquer ligação com São Paulo, Estado governado pelo PSDB desde 1995. O ministro é natural do Rio de Janeiro e há anos reside em Brasília.
De qualquer forma, já sinalizou que vai para o “sacrifício” se Bolsonaro precisar. Apesar de ter trabalhado nos governos dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer, Tarcísio se aproximou muito de Bolsonaro e é grato pela projeção nacional que ganhou durante o atual governo.
Procurado, o ministro informou, por meio de sua assessoria, que não há definição “por enquanto”. A versão atual é que ele tem conversado com o presidente sobre o assunto e está a postos para ajudá-lo no que for preciso, mas ainda não há definição.
Uma das possibilidades é de que ele tenha o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles como vice, mas este ainda pode acabar disputando a Câmara.
A sucessão em São Paulo quase levou o presidente a desistir da filiação ao PL. Bolsonaro não aceitou o acordo feito pela legenda comandada por Valdemar Costa Neto para apoiar o atual vice-governador, Rodrigo Garcia, e chegou a cancelar o ato de filiação ao partido, confirmada para hoje.
Outro que pode estrear na política eleitoral para ajudar na formação de palanques do governo é o ministro da Saúde Marcelo Queiroga. Assim como Tarcísio, ele chegou a cogitar o Senado, mas tem mais chances de ser candidato ao governo da Paraíba, onde Bolsonaro tem pouco apoio político.
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