Rádio Itatiaia – O Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendou o adiamento da assinatura do contrato de concessão do metrô de Belo Horizonte. O órgão pede o adiamento até que as negociações trabalhistas com os metroviários se encerrem. A resposta depende do governo federal, que ainda não se manifestou sobre o assunto.
Em greve desde 14 de fevereiro, os trabalhadores querem cancelar a privatização do metrô – cujo leilão foi vencido pelo Grupo Comporte em dezembro do ano passado. Outra alternativa é que os servidores concursados sejam absorvidos pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que tem operação em outras capitais.
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Os metroviários prometeram, na última sexta-feira (10), encerrar a greve na próxima quarta-feira (15), caso o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) adie a assinatura do contrato.
A reportagem procurou o BNDES que, em nota, disse que atuou na estruturação do projeto e que foi designado para a assinatura do contrato. No entanto, segundo a instituição, após recomendação do MPT, aguarda uma decisão do governo federal por meio do Ministério das Cidades e da Casa Civil.
“O BNDES, na condição de representante delegado da União para a assinatura do contrato, irá proceder conforme decisão dos órgãos competentes já mencionados”.
Fim da greve do metrô de Belo Horizonte
A greve do metrô de Belo Horizonte completa um mês na próxima terça-feira (14) e pode se encerrar a qualquer momento. Os metroviários aprovaram, em assembleia realizada na semana passada, pelo encerramento da greve caso o contrato de concessão do metrô seja adiado.
Em comunicado, o Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG) afirmou que a categoria “vota pela volta ao trabalho na próxima quarta-feira, dia 15/03, caso receba até lá, oficialmente, a prorrogação da assinatura”.
“Caso isso ocorra antes de terça-feira, a categoria também pode antecipar a volta ao trabalho”, diz o texto.
Representantes dos metroviários se reuniram nesta semana com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, na sede da instituição, no Rio de Janeiro. A reportagem apurou que a reunião também contou com a presença de representantes do Ministério das Cidades e da Casa Civil.
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