Valor Econômico – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o governo do Rio iniciaram conversas para a concessão de projetos de mobilidade. A ideia é estudar modelos para a concessão de três rodovias na região metropolitana do Rio à iniciativa privada.
O governador interino do Rio, Ricardo Couto, disse que a ideia é não realizar as concessões ainda este ano, mas ter a certeza de que os futuros governantes do Estado vão terminar projetos quando as metas são “adequadas e ideais”.
Couto participou, nesta sexta-feira (3), de evento de assinatura de adesão a programas de restauração ambiental no Rio, com participação do BNDES.
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No evento, o governador interino disse que antes da cerimônia teve reunião com o presidente do banco, Aloizio Mercadante, e da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Luiz Césio Caetano, para tratar do tema. A ideia é colocar a área de estruturação de projetos do BNDES para desenhar a modelagem de concessão de uma nova rodovia, a Transbaixada, que conecta as rodovias Washington Luiz (BR-040) à Via Dutra (BR-116).
Também seriam estudadas a expansão da Via Light, que liga o município de Nova Iguaçu à Via Dutra em Queimados, e a licitação da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106).
Couto defendeu a continuidade de projetos de longo prazo independente de quem ganha as eleições. Segundo ele, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), onde é presidente licenciado, Couto destacou que a visão no órgão é de se continuar com os bons projetos, independente da gestão. “Não temos a formação de que projetos de políticos não podem continuar porque são de outra bandeira”, disse o governador do Rio.
Couto defendeu também que o Estado deve caminhar junto com as empresas para “propiciar o que é necessário à população”, como empregos.
Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, considerou as conversas produtivas, para que a parceria com o BNDES fosse reativada para analisar os projetos de modo que se pudesse ajudar na mobilidade da região metropolitana.
“Se fosse possível o governador conveniasse com o BNDES a finalização desses processos de concessão, [permitiria] para que o próximo governo colocasse o edital na rua”, disse Caetano a jornalistas, após participar da cerimônia.
No evento, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que o governador interino do Rio está fazendo em “um mês” um trabalho de “limpeza da casa” que não foi feito em quatro anos de governo. Couto exonerou centenas de assessores e pessoas que ocupavam cargos comissionados ao assumir o governo do Rio com a vacância do cargo após renúncia de Claudio Castro para concorrer ao governo do Estado. Ele acabou inelegível em processo sobre abuso de poder econômico.
O vice, Thiago Pampolha, havia renunciado para ocupar cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, está preso e afastado do cargo como resultado de investigações que apontam envolvimento no crime organizado.
Floresta Viva
Couto, Mercadante e Caetano assinaram a adesão do Rio a iniciativas para ampliar ações de recuperação ambiental e restauração de áreas degradadas no Estado.
No evento, foi divulgado o resultado dos editais Florestas do Rio e Florestas do Rio II, parte da iniciativa Floresta Viva, que selecionaram 13 projetos de recuperação de quase 900 hectares de áreas degradadas.
O Rio também aderiu ao Floresta Viva 2, segunda etapa do programa do BNDES, com aporte de até R$ 80 milhões para novos projetos de restauração ambiental, com recursos do Fundo da Mata Atlântica.
Mercadante reiterou que o banco vai começar a começar a contratar empresas que querem comprar crédito de carbono de alta integridade. “Grandes empresas internacionais já manifestaram interesse em vir comprar esses créditos”, disse.
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