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Comau assume manutenção dos trens da MRS em Minas

Menor unidade do grupo Fiat instalada no Brasil, a Comau, empresa de fornecimento de linhas automatizadas e manutenção, começa a crescer fora do segmento automotivo. Há um mês a empresa assumiu a manutenção dos trens da MRS em Belo Horizonte, a maior base da empresa ferroviária. O contrato renderá R$ 50 milhões em 36 meses. Na área de prestação de serviços, a Comau faturou R$ 417 milhões em 63 contratos no ano passado, quase quatro vezes mais que os R$ 120 milhões obtidos com fornecimento de sistemas. Este ano, os contratos já assinados garantem faturamento de R$ 430 milhões. Em 2009, a receita foi de R$ 390 milhões.


A presença internacional na prestação de serviços é forte. Os contratos com a Argentina renderam R$ 150 milhões no ano passado, ante R$ 100 milhões em 2009. “Foi uma expansão que se deu dentro da nossa própria clientela, que está ampliando a atuação na Argentina. No Brasil, estamos crescendo com clientes novos. Nunca havíamos atendido o setor ferroviário”, disse o diretor de negócios na área de serviços, Hiram Reis.


O contrato com a MRS irá ocupar 490 empregados, que irão mensalmente fazer a manutenção de seis locomotivas e 150 vagões. A empreitada também vai envolver a usinagem de rodas, caldeiraria nos componentes e montagem do material rodante. A MRS opera 1,7 mil quilômetros de trilhos na região Sudeste, transportando sobretudo minério de ferro.


A Comau é uma divisão global da Fiat que surgiu quando o conglomerado italiano decidiu terceirizar os seus serviços de manutenção, nos anos 70. Posteriormente ganhou relevo no setor automotivo, assumindo também serviços terceirizados da Renault no Brasil. Na Argentina, seu principal cliente é a indústria siderúrgica Ternium. A empresa terminou o ano passado com 6,2 mil empregados. A diversificação ganhou espaço nos últimos anos, predominantemente na área de manutenção. No ano passado, a empresa começou a atender a Suzano Papel e Celulose e a Tetrapak, do setor de embalagem de alimentos. Este ano, fechou um contrato para manutenção preventiva de um oleoduto da Transpetro, com o qual vai faturar R$ 22 milhões em quatro anos.

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