Das quatro propostas apresentadas para concorrer à licitação do Expresso Tiradentes, duas foram habilitadas pelo Metrô de São Paulo: Expresso Monotrilho Leste e Prolongamento Linha 2 – Verde.
O consórcio Expresso Monotrilho Leste é composto pela Queiroz Galvão, OAS, Bombardier Brasil e Bombardier Transport; e o Prolongamento Linha 2 Verde conta com a Andrade Gutierrez, CR Almeida e a Scomi.
A canadense Bombardier tem sistemas de monotrilho em Las Vegas e Seattle, nos Estados Unidos. Já a Scomi é uma empresa da Malásia, pouco conhecida no mercado brasileiro, que iniciou em fevereiro os testes em Mumbai, na Índia, com o primeiro dos 15 monotrilhos que fornecerá para a cidade. As outras componentes dos consórcios são construtoras renomadas no mercado nacional.
A empresa com maior experiência mundial em monotrilhos, a japonesa Hitachi, faz parte do consórcio Monotriho Tiradentes, foi desabilitado para a disputa. Suas parceiras eram Odebrecht, Carmargo Correa e Mitsubishi.
Outro consórcio desclassificado foi o Metropolitano, formado pela Delta, EIT e Intamin. A Intamin é uma fabricante russa de monotrilhos, que pouco se ouviu falar no Brasil.
A definição dos consórcios concorrentes foi divulgada ontem (15), após a avaliação dos documentos apresentados pelos quatro consórcios no mês passado. As propostas das empresas habilitadas serão apresentadas no dia 22 de março, às 9h, em sessão pública, na gerência de contratações e compras do Metrô SP.
O projeto do monotrilho que ligará a Vila Prudente a Cidade Tiradentes está orçado em R$ 2,8 bilhões, terá 23,8 km de extensão, 17 estações em elevado e 54 trens com tração elétrica e sustentação por pneus. A demanda prevista é de 48 mil passageiros por hora sentido.
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