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Promessas de campanha

No esforço de manter uma agenda positiva e mostrar serviço às vésperas do anúncio oficial da candidatura à reeleição, no próximo dia 24, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje do lançamento das obras da ferrovia Transnordestina, no Ceará. O empreendimento, que ligará os portos de Suape e Pecém às novas fronteiras agrícolas da região Nordeste, traz uma série de suspeitas de irregularidades.


É a segunda vez que o presidente Lula participará de uma cerimônia para anunciar a obra. A primeira ocorreu em 25 de novembro do ano passado, em Fortaleza. Juntamente com o então ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, Lula assinou o protocolo de intenções do projeto da Transnordestina.


A estratégia do presidente em participar de cerimônias para anunciar obras que ainda nem começaram ou que estão longe de conclusão tem incomodado a oposição que acusa Lula de criar factóides para promover sua candidatura à reeleição.


Ontem, por exemplo, em solenidade no Palácio do Planalto, Lula anunciou, pela terceira vez em dois anos, o plano de desenvolvimento sustentável da área cortada pela BR-163, que terá 1.500km asfaltados nos próximos meses. Na cerimônia, o presidente Lula disse que, ao contrário dos adversários, cumpre as promessas de campanha. Em seguida, foi a vez da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sair em defesa do governo (leia mais na página 13). Ela negou que a solenidade fazia parte do esforço de Lula de se reeleger. “Quando assumi, o presidente pediu que pensasse nas próximas gerações e não nas próximas eleições”, explicou.

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Os investimentos em infra-estrutura, especialmente a reativação da malha ferroviária, tem sido um dos trunfos da pré-campanha do presidente Lula. Há duas semanas ele esteve no Tocantins para reiniciar as obras da ferrovia Norte- Sul. Lá, fez um mea culpa por ter sido um crítico da ferrovia nos anos 80 e elogiou o ex-presidente José Sarney por ter iniciado a obra.


Criticas a Alckmin


Ontem, no seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, Lula aproveitou a questão das ferrovias para criticar os tucanos e atingir seu principal opositor, o ex-governador Geraldo Alckmin. Ele disse que o governo está pensando em resolver definitivamente a questão do Ferroanel em São Paulo. Quando era governador, Alckmin tentou colocar o Ferroanel em funcionamento, mas não conseguiu. “Queremos que os trens que venham da região central do Brasil, com cargas, não ocupem os trilhos dos trens que transportam passageiros, para que a gente possa fazer esse contorno e chegar ao Porto de Santos e, ao mesmo tempo, chegar ao Porto de Sepetiba sem atrapalhar os trens de passageiros, porque em São Paulo tem muita gente que pega trem”, afirmou o presidente.


O Café com o Presidente foi todo dedicado ao tema da revitalização das ferrovias. Segundo Lula, o governo está recuperando ferrovias que estavam paralisadas e citou a Transnordestina como uma “uma obra que vai custar R$ 4,5 bilhões. Num futuro muito próximo, nós vamos interligar Paraíba, Rio Grande do Norte e a Bahia porque nós queremos dar uma dimensão extraordinária ao transporte ferroviário para que a gente possa fazer o Nordeste brasileiro se transformar em uma região altamente produtiva e altamente desenvolvida”.


Com cerca de 2 mil quilômetros de extensão, a Transnordestina será implantada pela Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) que investirá nela R$ 4,5 bilhões, dos quais R$ 1,05 bilhão de recursos próprios da empresa, R$ 400 milhões oriundos de empréstimo concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 823 milhões do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) e R$ 2,227 bilhões de financiamento do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE).


O prazo para a conclusão é de três anos. O primeiro trecho a ser construído ligará Missão Velha, no Ceará, a Salgueiro, em Pernambuco, numa extensão de 110 quilômetros. A construção dos outros três trechos d

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Fonte: Correio Braziliense

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