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Pesquisa quer conhecer futuro usuário do TAV

Os motoristas que passam pela Via Anhangüera, no pedágio entre Campinas e Valinhos, estão respondendo a um questionário que irá subsidiar a pesquisa de origem e destino e de demanda que está sendo realizada para embasar o estudo de viabilidade do trem de alta velocidade (TAV) entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. Além de perguntas sobre profissão, renda, se enfrentou lentidão ou congestionamento no trajeto, os coletores de informação também perguntam com que freqüência o motorista faz o trajeto, de onde vem e para onde vai, e por que não usa ônibus. Sobre o trem, é perguntado apenas se o motorista conhece o projeto.


Nos próximos dias, informou a assessoria de imprensa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que coordena o estudo de viabilidade, a pesquisa de demanda e do perfil do usuário do futuro trem também acontecerá com os passageiros que utilizam os aeroporto de Viracopos, de Cumbica e Galeão, as rodoviárias de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, além das rodovias dos Bandeirantes e Dutra.


O estudo de viabilidade deverá ter uma proposta preliminar do traçado do trem divulgada no final de agosto e está sendo realizado por um consórcio integrado pela empresa Halcrow Group, da Inglaterra, e pelas companhias brasileiras Balman Consultores Associados e Sinergia Estudos e Projetos. O processo de licitação em que o consórcio foi selecionado foi realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).


A pesquisa que vem sendo aplicada na Anhangüera não visa saber a opinião do motorista, ou seja, se ele trocaria o carro, o ônibus ou o avião pelo trem, mas ter informações da origem e destino, o perfil de renda e o trajeto do futuro usuário do TAV. Já existe uma pesquisa sobre o interesse das populações do Rio e de São Paulo na construção do trem-bala, realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) com 2 mil pessoas e que mostrou que, se o trem estivesse funcionando, 86% delas optariam por ele em comparação a outros meios de transporte, como carro, ônibus ou avião para viajar entre as duas capitais.

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Fonte: Cosmo Online

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