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Transporte deve ser adaptado para deficientes

Empresas de transporte têm travado uma verdadeira corrida contra o tempo para conseguir adaptar veículos e terminais para deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida. Isso porque até o final de 2014 todos os meios de transporte deverão ser acessíveis a essa parcela da sociedade, conforme determinação federal.


Contudo, tal empreitada tem se mostrado bastante desigual entre os diferentes modais, sendo os ônibus os ocupantes das últimas fileiras nesse quesito. No comparativo com as empresas estatais CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e Metrô, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) é a que caminha a passos mais lentos.


Dentro das metas do Pacto (Plano de Adequação da Cidade para Todos), encabeçado pelo governo estadual, os ônibus intermunicipais têm os prazos mais flexíveis para conseguir cumprir a lei: as viações têm de adaptar apenas 10% da frota por ano.


O desafio é maior nesse caso, pois as mudanças dependem das empresas que têm a concessão do transporte e não do Estado, aponta o presidente da CMA (Comissão Metropolitana de Acessibilidade), Bruno Assis.

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Enquanto isso, o Metrô, a companhia mais jovem das vinculadas à Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, travou como objetivo no Pacto ter estações e trens totalmente acessíveis com quatro anos de antecedência à exigência federal, já em 2010.


Tendo em vista o centenário sistema ferroviário que a CPTM opera, a empresa firmou uma ousada meta para universalizar seus trens e estações. A companhia promete levar comunicação audio-visual, rampas, pisos táteis, escadas rolantes e elevadores para as estações até 2012.


Mudanças essas que vêm tarde para gente como a bancária Suelen de Almeida Costa, 25 anos. Ela é cadeirante e pega o trem todos os dias na estação Mauá.


Suelen depende, em média, de quatro seguranças para vencer um sem número de escadas da estação, cujo espaço é totalmente inadequado.


Ainda tem o vagão preferencial. A idéia é boa, mas não funciona porque já vem cheio desde a primeira estação, Rio Grande da Serra, reclama.


Das 89 estações da CPTM, apenas 11 são totalmente acessíveis atualmente.


Municípios da região ainda têm de adaptar terminais e ônibus
Iniciativas tímidas têm norteado o cenário da acessibilidade nos ônibus municipais das sete cidades. Especialistas calculam que até 2014 o panorama da facilidade de acesso aos coletivos da região continuará insuficiente frente à demanda.


Contudo, as leis que integram o decreto federal 5.296 – que estabelece dezembro de 2014 para que as operadoras de transporte adaptem seus serviços – foram redigidas há oito anos.


Mesmo com 10 anos para que as viações se adaptassem, há ainda a possibilidade de prorrogação do prazo estabelecido pelo governo.


Em Santo André, por exemplo, nenhum ônibus da frota municipal é adaptado. Mas a Prefeitura informou que a recente licitação para explorar o serviço prevê um cronograma relativo à adaptação dos veículos.


São Bernardo tem cinco linhas adequadas para pessoas com mobilidade reduzida. Os veículos possuem um elevador na porta intermediária que permite o embarque de pessoas com cadeiras de rodas, mas somente uma linha tem espaço para acomodar as cadeiras especiais.


Ribeirão Pires, por sua vez, tem dez ônibus adaptados com elevadores, sendo um microônibus. O município garante que desde 2005 está adaptando os transportes aos deficientes.


São Caetano é tido como modelo, por suas facilidades nos ônibus e terminal. É a cidade com maior frota adaptada (são 16 veículos). Doze são novos e contam até mesmo com espaço para cães guias e banco para obesos.


Os degraus têm regulagem ajustável para facilitar o embarque de pessoas com problemas severos. São Caetano possui um ousado projeto de acessibilidade, diz o presidente da Comissão Metropolitana de Acessibilidade, Bruno Assis. As demais cidades não se pronunciaram.


Para sanar uma parcela do déficit, a EMTU colocará em prática no ano que vem linhas-piloto de ônibus especiais para deficientes nas três regiões metropolitanas de São Paulo. A empresa não esclareceu qual cidade do Grande ABC participará do estudo e nem de que forma os ônibus operarão.

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Fonte: Diário do Grande ABC

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