A Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) terá dois terminais multimodais de grãos e minérios no Complexo Industrial Portuário de Suape. O convênio será assinado até o fim deste mês. A previsão é do secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, que recebeu a carta-consulta da CFN para avaliação em julho. O projeto, orçado em R$ 124 milhões, faz parte da Ferrovia Transnordestina. O início das operações dos terminais ocorrerá em 2011, um ano após a conclusão das obras da malha ferroviária.
“O projeto prevê a carga e descarga de grãos e minérios em Suape, complementando a ferrovia”, explicou o superintendente de Projetos Estruturadores da secretaria, Arthur Maciel. Na carta-consulta, a CFN solicita a instalação dos terminais no Cais 4, onde a malha ferroviária irá contorná-los. Segundo o documento, a companhia projetou que as exportações de grãos e minérios em 2011 serão de 9,37 milhões de toneladas, chegando a 15,32 milhões de toneladas em 2020.
A malha ferroviária está avaliada em R$ 4,5 bilhões, conseguindo R$ 2,227 bilhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e R$ 30 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O convênio com Suape é uma das pendências que existem para a construção da Transnordestina para a liberação dos recursos aprovados pelas fontes financiadoras.
Em entrevista à Folha de Pernambuco , em março, o diretor administrativo-financeiro da CFN, Jorge Mello, explicou que essa era a única condicionante que não tem um prazo definido, podendo atrapalhar a liberação dos recursos. No cronograma da CFN, o trecho Missão Velha (CE)/Salgueiro (PE), com 110 quilômetros, deveria ter mais de 50 quilômetros prontos para receber a malha ferroviária. Atualmente, apenas dez quilômetros estão com infra-estrutura adequada para a instalação dos trilhos em um ano de atividades.
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A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vai intervir no andamento das obras projeto. Ela convocará todos os envolvidos no projeto para estabelecer prazos, pois as atividades estão atrasadas devido a gargalos com desapropriações de terras e licenças ambientais.
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