A presidência do Metrô de São Paulo decidiu ontem rejeitar as conclusões de um grupo técnico nomeado pela própria companhia para analisar a investigação do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) sobre a cratera da linha 4-amarela, que deixou sete mortos em Pinheiros em janeiro de 2007.
A comissão, cujo relatório foi antecipado pela Folha, desqualificava o trabalho do instituto – dizia haver inconsistências e afirmações errôneas no laudo. O IPT, também ligado ao governo estadual, foi contratado por R$ 6,55 milhões pelo Metrô.
O laudo do IPT listou 11 fatores contribuintes, a maioria a cargo das construtoras, mas responsabilizando também a fiscalização do Metrô.
A decisão do Metrô foi tomada depois de uma reação do Ministério Público Estadual, que cobrou esclarecimentos da companhia sobre a atuação do grupo interno de trabalho.
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