O candidato a prefeito de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) partiu para o ataque contra o PT nesta terça-feira ao comentar as supostas irregularidades de contratos firmados pelo governo do Estado com a multinacional alemã Siemens durante o período em que ele foi governador (2001-2006). O candidato disse que as denúncias não passam de uma manobra do PT.
Os petistas protocolaram uma representação no Ministério Público Federal pedindo investigação dos 146 contratos firmados entre o governo do Estado e a multinacional. O PT informou que, de acordo com investigações em curso na Alemanha, a Siemens teria gasto 1,3 bilhão de euros em transações suspeitas, ocorridas entre 2000 e 2006.
“O governo do Estado comprou trem, fez metrô, expandiu CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos]. Claro que tem de fazer contrato. Podem investigar, avaliar”, disse Alckmin depois de fazer panfletagem de campanha na zona leste da cidade.
Ele afirmou que não há fatos concretos, e partiu para o ataque contra o PT. “Não tem um fato. Sai da imprensa, volta para a imprensa por causa do PT, que explora politicamente”, disse. “No caso do PT você tinha dólar na cueca, dinheiro em banco, dinheiro no exterior pagando campanha, mensalão comprovado.”
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E concluiu se dizendo muito diferente do PT. “Há um esforço do PT para dizer que somos todos iguais. Não somos todos iguais. Temos uma enorme diferença.”
Outro lado
O líder do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo, Roberto Felício, negou à Folha Online que seu partido esteja partidarizando o caso. “Nós não estamos discutindo o candidato Alckmin, mas um episódio das últimas três administrações”, disse. “As primeiras suspeitas não são do PT. O Tribunal de Contas do Estado não tem nada a ver com o PT.”
Para o deputado, o ex-governador deveria se explicar em vez de atacar sua legenda. “Quem acaba fazendo o jogo partidário é o Alckmin, que não dá satisfação”, afirmou.
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