As mais de 1,5 mil câmeras que vigiam todos os dias as estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ajudam não só na recuperação de objetos perdidos, mas também na resolução de crimes.
Nesta terça-feira (19), o adolescente Samuel Moraes de Oliveira conseguiu recuperar a nota de R$ 100 que havia perdido após ser identificado nas imagens gravadas. No caso de roubo às bilheterias da CPTM, os ladrões são registrados pelas câmeras, tornando mais fácil identificá-los. Nas estações, cartazes com imagens congeladas mostram os atos criminosos.
Samuel não escondia a felicidade ao recuperar o dinheiro, que foi achado no chão por uma criança e entregue a um segurança, que levou para o setor de achados e perdidos. O valor representa quase um terço do salário de R$ 450 que ele ganha lavando carros em um lava-rápido. “Eu nem esperava mais encontrar. Ficava em casa imaginando que alguém tinha encontrado e ficado muito feliz”, conta.
A devolução só foi possível porque as câmeras da CPTM registraram o momento em que o rapaz perdeu o dinheiro. “No meio de tanta violência, ainda tem gente que tem boas atitudes”.
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Monitoramento
Duas câmeras precisaram ser utilizadas para que toda a seqüência fosse vista. Elas fazem parte das 1.579 câmeras que monitoram 89 estações em 22 municípios de São Paulo. Apenas no primeiro semestre deste ano, foram 583 flagrantes registrados.
Uma mulher que estava desaparecida foi identificada através delas. Dias antes de sua morte ela foi vista passeando com um amigo na estação Mogi das cruzes. O homem foi preso como principal suspeito do crime.
Em julho, na estação do Piqueri, as câmeras flagraram um confronto entre torcidas, o que possibilitou à polícia localizar e prender os envolvidos. No início de agosto, graças ao monitoramento, a polícia chegou a uma mulher suspeita de seqüestrar um menino de quatro anos. As imagens mostraram o momento em que ele foi deixado na Estação Barra Funda.
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