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Vale destina R$ 58 milhões para obras

A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) planeja investir R$ 58 milhões no segundo semestre em obras de melhorias das suas áreas industriais no Maranhão, que reúne porto, ferrovia e usina de pelotização. O anúncio foi feito ontem, pelo gerente de engenharia da empresa, Adriano Mansk, na Associação Comercial do Maranhão (ACM), em São Luís, com objetivo de informar aos empresários locais sobre as oportunidades de negócios que surgirão até o final do ano.


Só no primeiro semestre deste ano a Vale do Rio Doce gastou com a contratação de obras de melhorias no estado R$ 89 milhões, dos quais R$ 40 milhões de com trabalhos realizados por 13 empresas locais.


Novos fornecedores


A construção de uma passarela no píer III do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira em São Luís, de uma oficina de manutenção, melhorias no sistema de drenagem e tratamento e efluentes também no píer III e ampliação dos pátios de estocagem de pelotas e de minério fino são algumas dessas obras de melhorias previstas para o segundo semestre – a última considerada estratégica para a Vale, com previsão de início a partir de novembro. São obras de melhorias nas instalações já existentes, obras civis que podem ser realizadas pelas empresas locais, destaca o gerente Adriano Mansk.

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Na ocasião do encontro entre executivos da Vale do Rio Doce e empresários maranhenses, foi lançado o Estudo da Indústria de Base do Maranhão para um diagnóstico de 68 empresas que fazem parte do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF) dos setores da construção civil, engenharia fabricação e montagem.


As indústrias de base dão sustentação a grandes complexos como a Vale e o Consórcio de Alumínio do Maranhão (Alumar) no Estado, por exemplo. O trabalho envolve três setores: metal mecânico, engenharia e manutenção. O objetivo do estudo é identificar os pontos positivos e as necessidades de melhorias para que as empresas maranhenses possam estar mais bem preparadas para disputar trabalhos tanto no âmbito estadual quanto nacional. Queremos saber a capacitação dessas empresas, relacionar, fazer uma análise e dar sugestões, explica o consultor do PDF, Durval Freitas.


As 68 empresas foram indicadas pela Vale e pela Alumar e são certificadas pelo Programa de Certificação de Empresas do Maranhão (Procem), iniciativa do PDF. Todas já passaram por muitas transformações incentivadas pelo Programa de Desenvolvimento de Fornecedores. A idéia agora é medir o crescimento econômico, a estrutura, o nível de tecnologia, a quantidade de mão-de-obra e outros aspectos. Ao final do estudo, será publicado um catálogo com a relação, contendo informações sobre cada uma para servir de base para grandes indústrias que queiram contratar seus trabalhos.


O número de empresas que participam do PDF no Maranhão saltou de 79, em 1999 quando foi iniciado, para 427. Coordenado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria e Comércio, o programa tem como parceiros principais Vale, Alumar, Eletronorte, Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) e Associação Comercial do Maranhão (ACM). O PDF tem como objetivo capacitar empresas locais (fornecedores) para promover o desenvolvimento e a geração de emprego e renda.

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Fonte: Gazeta Mercantil

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