A travessia por trem da cidade de São Paulo é um problema que está longe de ser resolvido. O tão falado Ferroanel, uma obra elencada como prioridade no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) ainda está em discussão no governo federal. A concessionária do trecho, a MRS Logística, apontou uma alternativa que é a segregação das linhas da Companhia Paulista de Trens Urbanos (CPTM), mas também está em análise, agora, pelo governo do estado de São Paulo.
“Sempre achamos que a solução está próxima, mas ela nunca chega. É um problema que precisa ser resolvido, pois, se o trem já tem dificuldade para chegar em São Paulo, com as restrições aos caminhões como fazer?”, questionou o presidente da MRS, Julio Fontana Neto.
O executivo acrescentou que somente para a área industrial da Moóca e Brás, na região leste da capital paulista, por mês a MRS leva 400 mil toneladas de aço para as fábricas instaladas no local. “É um volume alto e quem vai levar isso?”.
Projeto do Ferroanel
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Segundo o presidente da MRS, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já avaliou o projeto do ferroanel e agora está sendo estudada a engenharia financeira para tirar a obra do papel.
Pela proposta, serão construídos 63 quilômetros de ferrovia ligando Itaquaquecetuba à cidade de Campo Limpo Paulista. A obra está orçada em R$ 1,2 bilhão e segundo o executivo, o trecho terá capacidade de transporte de 10 milhões de toneladas por ano. “Este é o grande gargalo da ferrovia no País. Isso porque atualmente trafegamos em um trecho operado também pelo trem de passageiros, na linha da CPTM”, disse Fontana.
Segundo ele, o transporte de carga é feito somente de meia-noite às quatro horas da manhã. “Isso com limite de capacidade e tamanho das composições”, acrescentou Fontana.
Segundo ramal
A alternativa, que segundo o executivo está mais avançada, é a segregação das linhas da CPTM. O projeto prevê a construção de um segundo ramal ao lado da linha da CPTM, na Região Metropolitana de São Paulo. Serão quatro trechos onde há competição entre o transporte de carga e o de passageiros. O investimento previsto é de R$ 800 milhões.
Os quatro trechos críticos são de Itaquaquecetuba a Suzano, cerca de 12 quilômetros de via; Rio Grande da Serra a Ipiranga, mais 20 quilômetros; Campo Limpo Paulista a Jundiaí, outros 8 quilômetros e o trecho que vai do Brás (bairro paulistano) até a cidade de Itapevi, de 35 quilômetros.
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