O Metrô foi novamente motivo para a troca de farpas entre Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), os dois principais candidatos à prefeitura de São Paulo, segundo pesquisas de intenção de voto. Ontem, a petista disse que não investiu no metrô durante a sua gestão (2001-2004) porque o governo do estado – na ocasião sob o comando de Geraldo Alckmin (PSDB) – foi incompetente e não tinha projeto. Já o tucano deixou de lado o perfil diplomático e classificou as justificativas da ex-prefeita para a falta de investimentos de “desculpa esfarrapada”.
“Dinheiro para o metrô nós não tínhamos em caixa, mas tínhamos a Operação Faria Lima (projeto de reformulação urbanística nas avenidas Faria Lima e Hélio Pellegrino, na zona Sul). Poderíamos entrar no metrô da linha quatro, no Largo da Batata. Procuramos o Alckmin e colocamos essa possibilidade, mas ele não tinha projeto pronto para o Largo da Batata. Então, por absoluta incompetência do governo deles, não pudemos pôr dinheiro”, justificou Marta ontem durante entrevista à rádio CBN.
Alckmin largou a postura defensiva que havia adotado no início da campanha e afirmou que a petista “não investiu porque não quis” no metrô. “(Marta) colocou no orçamento municipal R$ 1 mil e ainda não liberou. Desculpa esfarrapada. A prefeitura é sócia do metrô e só capitalizar. Não tem discussão”, rebateu o ex-governador depois de almoçar com membros do Secovi (sindicato da habitação).
O tucano ainda aproveitou para atacar a gestão da ex-prefeita. “O que ela fez foi um concurso público lá no Largo da Batata. Gastou recurso para fazer um concurso. Não fez a urbanização do largo, não colocou o dinheiro no metrô, inventou aqueles túneis que terminam no semáforo e agora vem querer se justificar”, acrescentou.
Sobre o fato do prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, ter ignorado sua participação na construção do Rodoanel, Alckmin preferiu não polemizar. “Não tem importância. A população não esquece, tem boa memória”. O tucano também evitou comentar o fato do prefeito, que ontem completou 48 anos, fazer campanha no horário de expediente. “Conhece a história de Santo Antônio de Pádua? Então, quando não puder falar bem não diga nada”.
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