A ALL (América Latina Logística) aumentou em seis pontos percentuais a sua participação do transporte ferroviário de cargas agrícolas nos portos brasileiros no segundo trimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2007. De abril a junho, o market share da ferrovia nos complexos foi de 50%. Só no Porto de Santos, o salto foi de 34% para 49%.
“Nós esperamos crescer de 12% a 14% em volume anual. À medida que isso ocorre, é natural que vamos ganhando mais participação no tráfego dos portos”, explicou o supervisor de Controladoria, Rodrigo Campos. No transporte de commodities agrícolas, 85% dos volumes operados pela concessionária são destinados a portos.
Também a carga conteinerizada tem migrado para a ferrovia. “Tem aumentado bastante, apesar de ser sobre uma base pequena”. No segundo trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2007, o incremento foi de 13,5%. Em volumes absolutos, o aumento foi de 148 milhões de TKUs (tonelada por quilômetro útil) para 178 milhões de TKUs.
Conforme Campos, o transporte ferroviário de carga industrializada (transportada em contêiner) chega a ser 15% mais barato do que por rodovia. “No transporte de carga agrícola, é cerca de 10% menos caro. Para percorrer a mesma distância que o trem, o caminhão consome de duas a três vezes mais diesel”.
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Soma-se a isso, explica ele, o custo mais baixo do transporte sobre trilhos. “Um trem com 50 vagões transporta a mesma coisa que 140 caminhões e é é necessário apenas um maquinista”.
Neste ano, a ALL deverá fechar com R$ 700 milhões investidos. O valor diz respeito a compras de 1.500 vagões, de 50 locomotivas e de 30 mil toneladas de trilhos. Durante o primeiro semestre, o montante foi de R$ 325 milhões.
A perspectiva é 7,7% maior do que o verificado no ano passado, quando a concessionária investiu R$ 650 milhões em sua malha.
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