33ª Edição · Prêmio Revista Ferroviária
Vote no Prêmio RF 2026!
Faça parte do Colégio Eleitoral
Clique e Cadastre-se
revistaferroviaria.com.br

O custo de ficar parado

No início do mês passado, São Paulo atingiu o recorde de 229 km de congestionamento nos 835 km de ruas e avenidas monitoradas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). No Rio de Janeiro, a velocidade média no túnel Zuzu Angel, na Zona Sul, era de 89 km/h entre 7h e 8h em 1997. Hoje é de 20 km/h. A dificuldade de deslocamento irrita paulistanos, cariocas e até mesmo moradores de cidades médias. Mais que isso, porém, é grande o desperdício de recursos e a limitação imposta aos negócios. O jornal Folha de S.Paulo cunhou a expressão “custo São Paulo” em referência ao que os cidadãos e empresas têm de desembolsar a mais para viver e trabalhar na cidade.


O economista Marcos Cintra, vice-presidente da Fundação Getúlio, Vargas (FGV), calcula o prejuízo provocado pelos congestionamentos em R$ 33.5 bilhões. A maior parte disso, R$ 27 bilhões, refere-se às horas de trabalho perdidas dentro de carros e ônibus que se deslocam lentamente. O gasto adicional de combustível é responsável por outros R$ 4,15 bilhões. O excesso de tráfego piora a qualidade do ar – que vinha melhorando com a instalação de catalisadores nos carros – e resulta em gastos extras de R$ 406 milhões em saúde pública. As empresas têm de desembolsar R$ 1,95 bilhão a mais com o transporte de cargas. No caso da indústria a fatura adicional para fazer frente aos problemas de logística na capital paulista é de R$ 460 milhões.


Motorista com ajudante


A Souza Cruz implantou há.oito anos um novo sistema de entrega para driblar os problemas de tráfego, contratando assistentes para os motoristas. Eles descem do veículo com a mercadoria e cuidam dos procedimentos da entrega, enquanto o motorista dá voltas no quarteirão com o veículo. A tática vale a pena, mas não sai de graça para a empresa, pelo aumento dos gastos com mão-de-obra e combustível, nem para as ruas, pelo aumento da circulação de veículos. Nos últimos meses, com o aumento da lentidão, o sistema tem se mostrado menos eficiente do que era no início. “Nossa produtividade de entrega está sendo impactada em aproximadamente 8% pelos engarrafamentos”, conta o gerente de projetos da Souza Cruz; Eduardo Magalhães.

As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.

Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.

Assinar agora

O Centro de Estudos em Logística do Coppead, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez estudos sobre os congestionamentos que permitem estimativa de Impacto em toda a economia do País. Segundo um dos pesquisadores envolvidos, o engenheiro Maurício Lima, o transporte de carga no Brasil em 2006 mobilizou R$ 155,7 bilhões, dos quais R$ 129 bilhões se devem à parte rodoviária, o que representa 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Se todos os caminhões da frota brasileira passassem duas horas presos num engarrafamento em cada rota de 400 a 500 km, diz Lima, o custo Seria de R$ 12,9 bilhões (10% dos R$ 129 bilhões). Ele utilizou o meado que considera o custo do diesel e a velocidade média do veículo.Segundo Lima, o impacto dos – congestionamentos é ainda maior em rotas curtas nos perímetros urbanos. Num trajeto de 50 km, o frete de uma carreta fica 470/0 mais caro se o caminhão permanecer parado três horas no dia. A conta inclui o custo fixo de um caminhão de grande porte: salário do motorista, depreciação do veículo e taxa de oportunidade do capital mobilizado. “Ao ficar parado, o caminhão deixa de produzir. E há um capital mobilizado no veículo”, explica.


Considerando a situação da capital paulista, Lima afirma que um caminhão parado numa rua engarrafada custa R$ 31 por hora, A frota paulistana tem 159.496 caminhões registrados. Se cada um destes veículos perder em média uma hora diariamente no trânsito em 25 dias úteis no mês, o “custo é de R$ 124 milhões. O pesquisador nota que o fato de a logística brasileira ser focada no modal rodoviário contribui para os congestionamentos. Quase 56,50/0 da carga no País é transportada por estradas, sendo apenas 25,8% por ferrovias. Comparando aos Estados Unidos, a diferença é grande, 29,6% em rodovias e 38,5% em ferrovias

Borrowers who would look cash advance payday loans their short terms. payday loans

It is why would payday cash advance loan want more simultaneous loans. payday loans

Payday lenders so why payday loans online look at.

Bad lenders will be payday loans online credit bureau.
Fonte: Intelog

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*