O advogado do MST, Aton Fon Filho, disse nesta quinta-feira que o movimento vai recorrer da decisão da Justiça do Pará em que três integrantes do grupo são obrigados a pagar multa de R$ 5,2 milhões à Vale. Na sentença, o juiz Carlos Henrique Borlido Haddad, da Justiça federal de Marabá, no sul do Pará, alega que os sem-terra Luis Salomé de França, Eurival Carvalho Martins e Raimundo Benigno Moreira “lideraram diversas pessoas na invasão da estrada de ferro e, por essa razão, devem responder pela totalidade dos danos causados, como também arcar com a multa imposta caso a turbação (perturbação na posse, mas sem suprimi-la por completo) ocorresse”.
– Os três foram condenados à revelia, porque não tiveram defensor, e tudo vai ser revertido – disse o advogado do MST.
Já o coordenador nacional do movimento, José Batista de Oliveira, atacou as ações da empresa naquela região.
– A Vale foi vendida a preço de banana e as riquezas da região, que pertencem ao povo, estão sendo saqueadas. Ao mesmo tempo os trabalhadores dali vivem sem estradas, sem crédito para produzir, sem moradia digna. Os garimpeiros de lá já se mobilizaram. E o MST também vai continuar lutando para que as famílias tenham condições de viver com dignidade – disse ele.
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