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CPTM tem transtornos com furto de cabos

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) teve 9.171 quilômetros de cabos e fios furtados entre janeiro e junho deste ano, causando transtornos a 1,9 milhão de passageiros do sistema.


Apenas nas duas linhas que servem a Zona Leste (11-Coral e 12-Safira), de janeiro a junho deste ano, foram 38 ocorrências. Somente em julho, foram registrados mais de 25 casos nos dois trechos. Na Zona Leste, os locais com maior número de furtos são os que cortam a Favela Jardim Pantanal e a Favela Tiquatira.


Os métodos dos ladrões variam bastante. Num deles, o gatuno usa uma vara de bambu longa, de seis metros, com uma tocha acesa na ponta. Ao queimar o cabo, ele estoura e o fluxo de energia é interrompido. Depois disso, o cabo é cortado junto ao próximo poste. Também são usadas serras. Os ladrões vendem o metal contido nos fios por quilo.


Os três tipos de cabos preferidos pelos ladrões são os de energia, telecomunicações e sinalização dos trilhos. Quando um cabo é furtado enquanto os trens estão em operação, o intervalo entre as composições da linha fica maior, prejudicando o usuário. O ritmo só volta ao normal quando a equipe de manutenção acaba de fazer o reparo.

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– Isso sem falar que, toda vez que há uma interrupção total demorada, as pessoas saem dos vagões e vão andando pelos trilhos até a plataforma. Isso gera um risco enorme de atropelamento e outros perigos – explica o vice-presidente do Sindicato dos Ferroviários das Linhas 11 e 12, Everson Cravero.


Toda vez que um cabo é rompido, o Centro de Controle Operacional recebe um aviso pelo sistema de que há algo errado. Equipes de segurança e de manutenção são encaminhadas ao local.


De acordo com o gerente de segurança da CPTM, Júlio Antônio de Freitas, o problema não é antigo e recorrente.


– Nos últimos cinco anos, o número de usuários passou de 800 mil para 1,9 milhão por dia. Este aumento exige mais investimentos em segurança, o que temos feito – diz ele.


Uma das formas de aumentar a segurança foi comprar mais câmeras de vigilância. Segundo Freitas, o número aumentou de 970 há 3 meses para 1.300 hoje.


 

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Fonte: O Globo Online

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