A nostalgia e glamour do Brasil Imperial poderão ser revividos, a partir deste fim-de-semana, na Vila de Paranapiacaba, em Santo André, durante o encerramento do 6º Festival de Inverno. O público terá como novidade o lançamento do passeio turístico em uma charmosa Maria Fumaça de 1867, que recebeu o codinome de Maria Inês. A viagem terá a extensão de 1 km e duração de aproximadamente 20 minutos.
Para participar do roteiro, o turista pagará R$ 7 (sendo R$ 2 referente ao ingresso ao Museu Tecnológico Ferroviário), que é o ponto de partida do roteiro. A composição seguirá até o Quinto Patamar, na Serra do Mar, que possibilita a vista panorâmica da Baixada Santista. A organização do passeio é da ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária), com apoio da Prefeitura de Santo André e da MRS Logística.
Para criar uma atmosfera mais nostálgica, o público será guiado por um chefe de trem trajado a caráter, que contará histórias da antiga ferrovia. “O roteiro inaugural acontecerá no sábado, às 11h. Já a partir do domingo, as viagens serão realizadas entre as 10h e 16h. Ocorrerão sempre aos finais de semana e feriados”, explica o diretor da ABPF, Elias Alves de Araújo.
A locomotiva pertenceu à SPR (São Paulo Railway), empresa ferroviária britânica, que criou a vila no século XIX. Depois foi adquirida pelo Frigorífico Bordon e doada nos anos 70 à ABPF. “A sua restauração foi realizada pela associação em parceria com um dos sócios fundadores da entidade, Lincoln Palaia, e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)”, diz o diretor.
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A composição de madeira de primeira classe tem bancos estofados, lustres de bronze e banheiro, e como a locomotiva, uma história antiga. Foi construída pela SPR, em 1914, e durante os anos de 1958 e 1959, recuperada pela Estrada de Ferro Santos Jundiaí. Após 16 anos, o carro de passageiros, com capacidade para 60 passageiros, volta a funcionar, de acordo com o diretor. “O vagão fazia parte de passeio sob gestão da então RFFSA (Rede Ferroviária Federal), que foi realizado durante 4 anos. O roteiro partia da altura do Museu até a Grota Funda. Esse trecho fica a cerca de 400m de distância do Quinto Patamar”, afirma ele.
Para o diretor de Paranapiacaba, Marco Moretto, o lançamento do roteiro da Maria Fumaça incentiva o crescimento do turismo na vila. “É importante, porque aqui a essência é ferroviária”, diz
Via sacra
Para colocar o trem em funcionamento, a operação exigiu sacrifícios, segundo Araújo, da ABPF. “Demoramos 28 horas, para transferi-lo de nosso pátio, na Mooca, em São Paulo, até Paranapiacaba. O trajeto foi realizado entre sábado e domingo passado”, diz ele. O passeio tem o apoio da Prefeitura de Santo André e da MRS Logística.
Segundo Araújo, a próxima etapa é revitalizar um outro trem, que restituirá o trajeto de cerca de 11 km, entre Rio Grande da Serra e Paranapiacaba, que foi paralisado em setembro de 2002. O projeto está sendo viabilizado pelas prefeituras de Santo André e Rio Grande da Serra, pelo o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em parceria com o governo do Estado, a ABPF e a MRS Logística. As negociações para o estudo de viabilidade do trajeto começaram em julho de 2005, quando o secretário de Estado do Turismo, Fernando Longo, assinou um protocolo de intenções para viabilizar o trajeto com os demais parceiros. “O estudo encontra-se, desde novembro do ano passado, sob a apreciação do governo do Estado. A principal questão, agora, é técnica. É necessário adequar o modelo do trem a operar no trecho”, explica o diretor de Paranapiacaba, Marco Moretto.
De acordo com Araújo, da ABPF, a entidade tem o trem em seu acervo, que precisa ser recuperado. “Precisamos de verba estimada de R$ 90 mil para os consertos”, afirma. Segundo ele, mais uma proposta ainda não saiu do papel sobre o roteiro ferroviário na região. “É a viabilização do trajeto entre as estações da Luz até Valongo, em Santos. As renegociaçõ
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