Desde o governo de Mário Covas, com início em 1995, já se falava em transformar o sistema de trens urbanos em um “metrô de superfície”, com promessas de recuperação. De 1997 a 2001 foram investidos R$ 2 bilhões no sistema. De 2002 a 2006, na gestão de Geraldo Alckmin, foi investido metade disso, R$ 1,1 bilhão.
A gestão de José Serra decidiu que a companhia seria uma de suas vitrines, e anunciou R$ 5,9 bilhões de investimentos em recapacitação das linhas para os próximos quatro anos. Por hoje ser a mais degradada, a Linha F é o primeiro foco do programa e deve receber R$ 1,2 milhão para sua recuperação. Entre as obras já iniciadas estão a construção de três novas estações (Jardim Helena, Jardim Romano e USP Leste), a reconstrução das estações de Itaim Paulista, Comendador Ermelino, São Miguel Paulista e Itaquaquecetuba.
Outras melhorias que serão extensivas às demais linhas será a compra de 40 trens e a reforma de outros 45. Os investimentos iniciais, até o fim do ano que vem, estão orçados em R$ 670 milhões. Com novos veículos, é esperada uma queda do intervalo entre os trens de 11 minutos para 6 minutos. Isso permitiria o sistema dobrar a capacidade de passageiros até 2010.
O plano de expansão do sistema prevê a construção de mais 8,5 quilômetros na Linha C (Osasco-Jurubatuba), levando-a até Grajaú com a instalação de mais três estações, e a implementação do Expresso Aeroporto e Guarulhos. Serão duas novas linhas, que ocuparão o mesmo trilho, uma partindo da estação da Luz, no centro da capital paulista, até o aeroporto de Guarulhos, sem intervalos, e outra partindo da estação do Brás, com destino à estação Zezinho Magalhães, em Guarulhos, com parada em uma estação intermediária apenas.
As notícias estão em todo lugar. Reportagens e entrevistas exclusivas sobre o setor ferroviário, só na RF — desde 1940.
Por R$ 8,42/mês — parcele em 12x sem juros.
Uma forma de a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) conseguir receita para realizar os investimentos em modernização da malha foi lançar um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Não-Padronizados (FIDC-NP). O fundo terá valor de R$ 150 milhões, com operação de sete anos e custo final de IPCA mais 9% ao ano.
Como garantia de pagamento aos investidores que aplicarem no fundo, a empresa oferece a receita futura da venda de bilhetes. O BNDES é o maior aplicador desse fundo, com R$ 75 milhões. É a primeira operação de infra-estrutura urbana utilizando mecanismos de mercado.
Seja o primeiro a comentar