A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, na quarta-feira, a venda da Brasil Ferrovias para a América Latina Logística (ALL), na operação que cria a maior empresa ferroviária da América Latina, com 21 mil quilômetros de extensão.
O negócio foi fechado no início de maio e aguardava o aval do órgão regulador para ser oficializado. A transação envolve a compra mediante transferência de ações da ALL aos antigos controladores da Brasil Ferrovias – liderados pelo BNDES, Previ e Funcef. Na prática, os principais sócios da ALL – GP Investimentos, Delara e Judori – terão fatia menor de ações de uma companhia maior e, em tese, com maior potencial de crescimento.
Ao aprovar a operação, a ANTT ressalta o interesse na prestação de um serviço adequado de transporte ferroviário de carga e a preservação e manutenção do objeto dos contratos de concessão, consideradas obrigações e direitos referenciados às concessionárias. A ALL deverá incorporar, em assembléia de acionistas ainda neste mês, a totalidade das ações representativas do capital social da Brasil Ferrovias.
A confirmação da venda ocorre na semana em que o setor ferroviário comemora dez anos do início do processo de desestatização desse modal de transportes, em 1996. Também encerra a novela da crise da Brasil Ferrovias, que no ano passado concluiu um processo de reestruturação. A companhia foi dividida em duas: a Nova Brasil Ferrovias (que englobava a Ferronorte e a Ferroban, de bitola larga) e a Novoeste Brasil (que ficou com a Novoeste, de bitola estreita).
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