A entrada de um sócio estratégico ou a abertura de capital da Namisa deverá ser decidida ainda este ano, de acordo com o diretor-executivo de Relações Institucionais e Governamentais da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Isaac Popoutchi. Segundo ele, as duas possibilidades estão sendo analisadas pela siderúrgica e a opção pode ser, inclusive, mista, com a entrada de um sócio estratégico e a abertura em mercado. Atualmente, o Goldman Sachs atua como consultor para a venda de parte do capital da Namisa, adquirida pela CSN em 2007 e com capacidade de produzir 14 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
Popoutchi frisou que a CSN não pretende abrir mão de participação majoritária na mineradora e que o principal objetivo da operação – que também está sendo estudada para a mina de Casa de Pedra – é trazer um maior valor para os ativos da siderúrgica.
Temos segurança de que temos ativos minerais de grandeza fantástica. Casa de Pedra possui reservas maravilhosas, um minério de altíssima qualidade e estamos convencidos de que essa precificação ainda não está no valor da CSN. E então idéia é que, através da colocação da abertura de participação numa das empresas de mineração, isso possa voltar a ser incorporado ao valor da CSN , frisou Popoutchi, que participou hoje do 1º Encontro Nacional da Siderurgia, no Rio de Janeiro, acrescentando que parte dos recursos captados com a venda de parte do capital da Namisa ou de Casa de Pedra serão usados para reduzir o endividamento da CSN.
O executivo disse ainda que a capacidade de produção da CSN deve atingir 16 milhões de toneladas anuais a partir de 2013, quando devem entrar em operação duas novas unidades produtoras de placas, uma em Itaguaí (RJ) e outra em Congonhas (MG). Cada planta deverá ter capacidade de produzir 4,5 milhões de toneladas anuais, com estimativa de investimento de US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões em cada uma das unidades. Popoutchi lembrou que parte da produção dessas duas usinas poderá ser destinada para o mercado interno, inclusive com verticalização para a produção, entre outros, de chapas grossas e trilhos para ferrovias.
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Além disso, está prevista para 2009 a entrada em operação da expansão em Volta Redonda, com incremento de capacidade de mais 2 milhões de toneladas de aços longos.
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