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MMX e Anglo entram em conflito sobre negócio

A investigação da Polícia Federal e da Justiça do Amapá sobre os negócios de Eike Batista no Estado já criou um conflito de informações entre a MMX Mineração e Metálicos e o grupo sul-africano Anglo American. A MMX, braço de mineração da holding EBX, de Batista, assegura que o fechamento do negócio com a companhia baseada em Londres se encontra em fase final de conclusão. Já o grupo sul- africano informou que não há prazo para as negociações serem efetivadas e desconhece datas. 


Não há data para conclusão [da compra dos ativos de mineração em Minas, no Rio e no Amapá], informou James Wyatt-Tilby, porta-voz da companhia, em Londres, expressando a posição oficial da Anglo American. 


A MMX, entretanto, mantém otimismo. A empresa informou ao Valor, por meio de sua assessoria, que espera celebrar o contrato de venda, firmado com a Anglo American em 31 de março, ainda este mês. Segundo a MMX, todas as formalidades, tais como autorizações governamentais, já foram cumpridas e as três empresas decorrentes da cisão dos ativos minerais e logísticos da MMX começarão a ser negociadas na bolsa até o fim do mês. 


A finalização do negócio entre a Anglo American e a MMX, que envolveu uma soma de US$ 5,5 bilhões, depende da conclusão do processo de reestruturação da MMX, que está sendo dividida em três empresas – a nova MMX, com os ativos que ficaram (em Minas e Mato Grosso do Sul) depois da venda; a LLX, na área de logística, que era um braço da empresa de mineração e metalurgia; e a IronX , integrada pelos sistema Amapá e o sistema Minas-Rio, que foi adquirida Anglo American. Do valor total de negócio, cerca de US$ 3,4 bilhões serão embolsados por Eike Batista, referente aos 62% de ações que detinha. 

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A expectativa de bancos envolvidos na negociação – antes de ser deflagrada a operação Toque de Midas, da PF – era que a conclusão da aquisição dos ativos em Minas, Rio e Amapá ocorresse dia 21 ou 22 de julho, na Bolsa de São Paulo (Bovespa), logo após a efetivação da cisão da MMX. Na ocasião, a MMX Sudeste e a LLX começariam a ter suas ações negociadas na bolsa paulista, enquanto a IronX faria dentro de 30 a 60 dias uma operação de oferta de compra de ações dos minoritários para fechar o capital da empresa. 


Analistas de mercado também estão divididos em relação ao fechamento da venda da maior parte da MMX para a Anglo, que envolve a questão da concessão da Estrada de Ferro Amapá, cuja licitação está sob suspeita irregularidade pela PF. Enquanto a Itaú Corretora divulgou ontem relatório voltando a aconselhar os investidores a comprar ações, por considerar que os acionistas da empresa não têm com que se preocupar, analistas do Modal Asset temiam que uma postergação do negócio levasse os papéis da empresa a despencar mais do que já caíram em 11 de julho. Ontem, voltaram a subir 1,44% cotados a R$ 45,75, mas na semana acumularam queda de 10,24% e de 7,58% no mês. 


A MMX confirmou também ao Valor que o governo do Amapá já aprovou a transferência da concessão para a Anglo American. Eike Batista, em uma teleconferência na segunda-feira, disse que está disposto a indenizar a Anglo caso a concessão seja cassada pelo governo do Amapá. Esse é o seu pior cenário. Mas, se vier a ocorrer uma nova licitação da EFA e a MMX não for vencedora, ele se compromete a pagar a diferença de frete a ser cobrado pelo novo operador em relação ao que custaria à Anglo se ela fosse concessionária da ferrovia.

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Fonte: Valor Online

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