O empresário Eike Batista conseguiu fechar ontem a operação de venda do controle da IronX para a Anglo American. Pela participação de 63,3% que Batista e outros investidores relacionados a ele detinham na companhia, a Anglo desembolsou R$ 5,4 bilhões, o que representa R$ 28,147 por cada ação da IronX.
A conclusão da operação sofreu alguns atrasos por causa de operação da Polícia Federal que colocou sob suspeita uma licitação vencida pela MMX Amapá. Para garantir o fechamento do negócio, Eike Batista se propôs a pagar uma indenização do próprio bolso que cobrirá qualquer prejuízo que a Anglo American possa ter como resultado da investigação.
O próximo passo da transação será uma oferta pública para a aquisição de papéis dos acionistas minoritários da IronX, o que deve elevar o preço de compra da empresa de Batista para aproximadamente R$ 8,6 bilhões. Isso porque os minoritários têm direito a 100% do prêmio de controle (“tag along”), podendo vender as ações pelo mesmo preço oferecido ao controlador.
O comunicado conjunto divulgado ontem pelas empresas informou que a Anglo American também fará uma oferta pública de fechamento de capital e de saída da IronX do Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
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Entretanto, se a avaliação econômica para apurar o valor de mercado das ações apontar um valor por papel superior ao pago a Eike Batista e demais acionistas, a Anglo American irá decidir se irá ou não prosseguir com a oferta pública. Caso decida não prosseguir, ela manterá e dará andamento à oferta pública de alienação de controle.
Uma assembléia geral extraordinária (AGE) marcada para o dia 18 deste mês vai decidir sobre a saída da IronX do Novo Mercado e a contratação de um laudo de avaliação do valor de mercado da companhia.
Para que o negócio entre Anglo America e Batista fosse fechado uma série de etapas anteriores foi observada. Primeiro, a MMX foi cindida em LLX Logística e IronX, que passou a reunir os projetos MMX Minas-Rio e MMX Amapá. Feito isso, as duas novas empresas foram listada em bolsa e os acionistas da MMX receberam ações da LLX e da IronX.
O fechamento da venda da IronX para a Anglo acaba com o temor de alguns investidores sobre os reflexos, para o negócio, da investigação da Polícia Federal sobre o processo de licitação da Estrada de Ferro do Amapá, na operação apelidada “Toque de Midas”. A ferrovia é um dos ativos adquiridos ontem pela Anglo.
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