O fechamento da venda de ativos de mineração da MMX Mineração e Metálicos para a Anglo American deve ocorrer até o fim do mês, segundo pessoas que acompanham a negociação.
O contrato de venda entre as partes foi assinado em 31 de março com a holding EBX, que controla a empresa.
Caso o negócio seja concluído, Eike Batista e diretores da EBX receberão US$ 3,4 bilhões. O valor total da transação é de US$ 5,5 bilhões. Os restantes US$ 1,1 bilhão serão pagos aos minoritários numa oferta pública de ações.
O primeiro passo para criar condições para a conclusão desta negociação será dado na segunda-feira, quando a MMX será cindida em duas empresas de capital aberto. IronX e LLX Logística abrigarão parcelas do patrimônio da MMX e passarão a ser negociadas separadas no Novo Mercado da Bovespa.
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Os acionistas da nova MMX, que continuará no pregão controlando as operações que sobraram em mãos de Batista no Sistema Minas-Rio (duas minas em Minas Gerais e o sistema Corumbá), vão receber ações de emissão da IronX e da LLX com base na cotação do pregão.
A operação de cisão vai abrigar os ativos de interesse da Anglo American – os dois projetos de mineração Minas-Rio e Amapá – na IronX, enquanto a LLX Logística abrigará os projetos dos portos Açú, em São João da Barra, Porto Brasil em Peruíbe, e Porto Sudeste, em Itaguaí (RJ).
A cisão da MMX na bolsa é uma das condições de conclusão do negócio com a Anglo, informou a assessoria da EBX. A venda IronX para a Anglo vai deflagrar uma operação de fechamento de capital da empresa. Mas antes disso ocorrer as ações da IronX terão que ser negociadas no pregão, pois serão alvo de uma oferta pública de ações.
O primeiro estágio do negócio é o pagamento aos controladores e, o segundo, a realização da oferta para os minoritários (36% do capital da empresa), que poderão vender seus papéis pelo mesmo preço dos papéis dos controladores.
A operação de cisão da MMX estava marcada para dia 21, mas foi atrasada por uma semana em razão da deflagração pela Polícia Federal da Operação Toque de Midas, no Amapá, que envolveu as empresas de Batista. A PF abriu investigação sobre a licitação da Estrada de Ferro do Amapá (EFA), na qual a MMX ganhou a concessão. Foi aberto um inquérito para apurar o processo de concessão da ferrovia. O fato ainda causa dúvida no mercado sobre o fechamento do negócio com a Anglo.
O advogado da MMX Amapá, Celso Vilardi, disse ao Valor que não tem ainda um quadro formado para fazer um prognóstico sobre o desdobramento do inquérito da PF. Ainda não posso dizer se vai ter processo ou não.
Ontem, a ação da MMX (ON) caiu 1,90%, sendo cotada a R$ 41,20. Em uma semana, o papel recuou 7,83% e, no mês, 16,77%. A OGX, empresa de petróleo do grupo, ficou estável num dia de queda expressiva das commodities no mundo inteiro, cotada a R$ 720. Na semana, o papel recuperou 6,67% do seu valor, mas no mês declinou 43,31%.
A MPX, empresa de energia da EBX, recuou ontem 2,68%, sendo negociada a R$ 729,90. No semana, caiu 7,02% e 21,09% no mês.
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