Seis meses depois da saída de José Alexandre Rezende a ANTT tem, finalmente, um diretor geral. Ontem dia 8 de julho o plenário do Senado aprovou por 37 votos sim, 19 votos não e 0 abstenções o nome de Bernardo José Figueiredo Gonçalves de Oliveira para ocupar o cargo. Foi uma votação rápida, sem discursos, entre a aprovação dos nomes de três conselheiros do CADE e do embaixador em Burkina Faso. Não traduziu as negociações políticas que antecederam a aprovação, Bernardo Figueiredo sendo auxiliar direto da ministra Dilma Roussef na Casa Civil (seu nome havia sido aprovado na sabatina da Comissão de Infraestrutura do Senado dois meses atrás).
Bernardo Figueiredo é um dos técnicos do governo com mais conhecimento do setor ferroviário. Foi assessor do presidente da RFFSA, diretor da Interferrea – uma das primeiras empresas a trabalhar a questão da intermodalidade depois do concessionamento – e diretor executivo da ANTF antes de passar para a Casa Civil. Foi o primeiro a negociar a importação de locomotivas usadas para o Brasil (da Namibia, hoje na ALL). Foi também o primeiro a falar do corredor da Antofagasta, hoje na carteira de projetos do governo federal. Bernardo é fililado ao PT.
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