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Produção de minério de ferro da Vale no 3º trimestre é a maior para qualquer período de 3 meses desde 2018

Valor Econômico – A Vale fechou o terceiro trimestre de 2025 com produção de minério de ferro de 94,4 milhões de toneladas, uma alta de 3,8% frente a igual período do ano anterior. A produção de pelotas caiu 22,8% na mesma base de comparação, para 7,9 milhões de toneladas. Os dados constam do relatório de produção e vendas do terceiro trimestre, divulgado nesta terça-feira (21) pela empresa.
De acordo com a companhia, a produção de minério ferro foi a maior para qualquer trimestre desde 2018.

No comunicado enviado ao mercado, a mineradora frisou que o projeto S11D, em Carajás, registrou a sua maior produção de minério de ferro para um terceiro trimestre, com 32,6 milhões de toneladas, 6,7% a mais que em igual período do ano passado. Segundo a Vale, esse crescimento foi fruto de melhorias contínuas de desempenho e confiabilidade dos ativos.

Esse aumento compensou, ainda de acordo com a empresa, a produção menor na Serra Norte, que caiu 5,3%, para 26,1 milhões de toneladas, afetada pela disponibilidade de “run-of-mine” (minério bruto sem processamento).

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No Sistema Sudeste, em Minas Gerais, a produção subiu 5,3% na comparação do terceiro trimestre com igual período do ano passado, para 22,7 milhões de toneladas. A razão do crescimento foi a entrada em operação da quarta linha de processamento de Brucutu, além do aumento de produção de Capanema, que somou 2,9 milhões de toneladas de minério de ferro no trimestre.

“Esses efeitos positivos compensaram parcialmente a menor produção no Complexo Itabira, impactada pelo aumento das atividades de manutenção”, disse a Vale no relatório.

No Sistema Sul, também em Minas Gerais, a produção cresceu 8,2% frente ao terceiro trimestre de 2024, para 13,7 milhões de toneladas. O incremento foi consequência do melhor desempenho do Complexo Vargem Grande, devido ao aumento de produção do projeto VGR1 e da redução do tempo de parada para manutenção.

No segmento de pelotas, a Vale ressaltou que a produção recuou devido aos ajustes nos níveis de produção em resposta às condições atuais de mercado. “O ‘pellet feed’, que seria utilizado como insumo nas plantas de pelotização, foi redirecionado para venda de finos de minério de ferro, otimizando a geração de valor no portfólio de produtos”, informou a empresa.

A planta de pelotização de São Luís foi colocada em manutenção durante o terceiro trimestre e não se espera que as operações retornem ainda em 2025, segundo a mineradora.

As vendas de minério de ferro da Vale no terceiro trimestre somaram 75 milhões de toneladas, uma alta de 8,2% frente a igual período do ano anterior. Já as vendas de pelotas caíram 13,5% na mesma comparação, para 8,7 milhões de toneladas.

Em termos de preço, o valor médio realizado nos finos de minério de ferro foi de US$ 94,4 por tonelada no terceiro trimestre, uma alta de 4,2% na comparação com igual período do ano passado. Nas pelotas, o preço médio no mesmo período ficou em US$ 130,8 por tonelada, uma queda de 11,7% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.

Cobre
Segundo a mineradora, a produção de cobre no terceiro trimestre de 2025 subiu 5,7% na comparação com igual período do ano passado, para 90,8 mil toneladas.

De acordo com a companhia, a produção consistente de Salobo, no Pará, contribuiu para o aumento, além de maiores volumes de concentrado provenientes de Voisey’s Bay e Sudbury, no Canadá.

As vendas de cobre da Vale aumentaram 19,7% entre julho e setembro de 2025 em relação a igual período do ano anterior, para 90 mil toneladas.

O preço médio realizado na venda de cobre das operações de Salobo e Sossego, no Pará, no terceiro trimestre ficou em US$ 9.818 por tonelada, um aumento de 8,9% na base anual.

Já o preço médio realizado de cobre para todas as operações, incluindo vendas de cobre originadas das operações de níquel, ficou em US$ 9.679 por tonelada no terceiro trimestre, segundo a Vale.

Níquel

A produção de níquel no período caiu 0,6%, na comparação com igual período de 2024, para 46,8 mil toneladas, informou a Vale. Segundo a mineradora, houve produção recorde na refinaria de Long Harbour, no Canadá, compensando a manutenção realizada na refinaria de Copper Cliff, em Sudbury, também no país norte-americano.

As vendas de níquel entre julho e setembro deste ano subiram 5,7% em base anual, para 42,9 mil toneladas. O preço médio realizado na venda de níquel no trimestre ficou em US$ 15.445 por tonelada, queda anual de 9,2%.

A empresa informou ainda que, em termos de produção, os negócios de minério de ferro, cobre e níquel “estão progredindo em direção ao limite superior do ‘guidance’ [projeção]” para 2025.

No minério de ferro, a meta de produção estima um volume entre 325 milhões e 335 milhões de toneladas, enquanto no cobre a meta é de um volume entre 340 mil e 370 mil toneladas. No caso do níquel, a empresa espera produzir este ano entre 160 mil e 175 mil toneladas.

Fonte: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2025/10/21/producao-de-minerio-ferro-da-vale-no-3o-trimestre-e-a-maior-para-qualquer-periodo-de-3-meses-desde-2018.ghtml

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